MATO GROSSO
Pai que matou a filha e feriu 3 familiares é morto em confronto
MATO GROSSO
O procurado Vanderley Evaristo da Silva,44, morreu em confronto com policiais militares na madrugada deste sábado (30). Ele estava escondido em uma propriedade rural de Figueirópolis d’Oeste após matar a própria filha Talita Evaristo da Silva,15, e ferir outros 3 familiares.
Segundo informações da Polícia Militar, logo após receber informações sobre a tentativa de chacina, os agentes estavam em rondas para localizar o acusado. Durante buscas, a equipe foi informada que o homem estaria escondido em uma propriedade rural de Figueirópolis.
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A equipe foi ao local e encontrou o criminoso dormindo fora da sede, em um choco de alimentação para animais. Durante abordagem, foi constatado que ele estava armado e logo atirou contra a equipe, que o baleou. Ele foi levado para atendimento médico, mas não resistiu.
Com ele estava uma pistola de calibre .9mm, uma faca e materiais para acampamento.
O caso
Na noite de quinta-feira (27), o homem foi ao sítio da ex-mulher, com o intuito de discutir a relação, mandou ela e as duas filhas entrarem, trancou a porta e em seguida a esfaqueou e matou a filha Thalita, a outra adolescente conseguiu fugir pela janela.
Em seguida, ele foi até a casa dos ex-sogros, que fica no mesmo terreno, e esfaqueou o casal no pescoço.
Ele fugiu em uma moto e logo depois mandou um áudio para o ex-cunhado comunicando o crime.
“O Rodrigo, boa noite, tudo bem? Vocês querem a herança, agora a herança tá lá para vocês. Só para te avisar que eu matei seu pai, matei a dona Ana, matei a Lucélia e matei a Thalita. Matei 4, vai lá, manda socorrer lá, só faltou você para eu matar também, vê se tem algum vivo ainda e minha vida já foi para o inferno, tchau”, relatou.
O estado de saúde dos outros 3 feridos não foi informado e o crime segue sob apuração da Polícia Civil.
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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