MATO GROSSO
Parceria da Desenvolve MT com municípios fortalece empreendedorismo no interior do Estado
MATO GROSSO
A Agência de Fomento do Estado – Desenvolve MT tem intensificado as ações de acesso a lindas de crédito para os empreendedores de Mato Grosso. Dos R$ 31,9 milhões liberados em concessão de crédito de janeiro até novembro de 2023, parte importante dos resultados foi ao trabalho dos agentes de crédito conveniados com as prefeituras.
Neste ano, 59 municípios foram atendidos principalmente por meio dos agentes de créditos e entidades do comércio, além da plataforma digital, que permite ao empreendedor solicitar seu financiamento de qualquer lugar do Estado.
São 37 prefeituras conveniadas, com a missão de divulgar as linhas de crédito para os empreendedores em seus municípios, e principalmente facilitar o relacionamento com a Desenvolve MT para obtenção de crédito trazendo desenvolvimento local.
Rondonópolis é um exemplo disso, e está entre os três municípios que mais tomaram crédito com a Desenvolve MT, registrando 65 contratos fechados, no total de R$ 1.894.061,50. O Valor foi 26,76% maior que o total liberado em 2022.
Jarmes Freitas é agente em Rondonópolis e ressalta a importância do atendimento. “A liberação de microcrédito ajuda a fomentar a cidade na geração de emprego e renda. O agente tem um papel primordial para o mercado de crédito e para o crescimento de empresas de pequeno e médio porte”, disse.
A capital do Estado está em primeiro lugar no ranking de liberações, registrando o valor de R$ 17.472.797,99, em razão do maior índice populacional. Várzea Grande, que concentra a segunda maior população em MT, ficou em segundo lugar, registrando R$ 2.746.883,46 liberados em créditos.
Destaque também para as cidades de Sinop, em quarto lugar, com R$ 1.444.975,95; em quinta posição está Sorriso, com R$ 896.178,85; em sexta posição está Alto Taquari, com R$ 797.882,99, em sétima posição está Diamantino, com R$773.812,45, Tangará da Serra em oitava posição, com R$ 679.648,68, Jaciara em nona posição, com R$ 605.365,11 e fechando o ranking dos dez municípios que mais tomaram crédito está Lucas do Rio Verde com R$ 604.470,50.
O trabalho dos agentes de crédito é o primeiro contato do empreendedor com a agência, e a ele compete tanto a apresentação das linhas de financiamento, quanto o auxílio relativo ao cadastro e acompanhamento dos processos dos empresários.
Para a assessora técnica da Desenvolve MT Ava Clair isso é um grande diferencial para o sucesso da operação, pois permite que o cliente seja assessorado do início ao fim do processo de requerimento.
“Meu trabalho na coordenadoria de agentes é instrumentalizar a estrutura de apoio para o desenvolvimento do trabalho desses agentes. Essa estrutura conta com treinamento mensal, suporte diário de consulta de processos, viagens de supervisão e alinhamento, envio de materiais gráficos para a composição da estrutura física de atendimento local, acesso a ferramentas e suporte técnico”, explica.
Ainda dentro do quadro de atividades do trabalho, está também a divulgação do programa aos prefeitos, secretários e diretores de associações, visando a parceria com a Desenvolve MT.
Resultado de todo esse trabalho são histórias como a de Arthur Gomes Assis, microempreendedor individual e proprietário da Barbearia 24 de Abril, aberta em 2019, no centro de Alto Taquari.
Ele conheceu a Desenvolve MT durante o lançamento da linha de crédito Jovem Empreendedor, realizado pelo Governo, e entrou em contato pelas redes sociais com uma das agentes do município, que o ajudou a adquirir o financiamento.
“Esse valor me ajudou bastante pois estava em um momento de ampliar a minha barbearia, passando por reformas e comprando móveis novos. Foram apresentadas outras linhas de crédito com outras condições e taxas, mas a linha Jovem Empreendedor foi a que melhor atendeu as minhas condições”, explicou Arthur.
Para o ano de 2024, a expectativa é que a Desenvolve MT amplie ainda mais as parcerias com os municípios, e implemente um modelo de negócio estruturado, em conjunto com o Sebrae MT, visando otimizar a capacitação de agentes de crédito e fortalecer o empreendedorismo mato-grossense.
Segundo o diretor de crédito, Hélio Tito de Arruda, a presença do agente prestando atendimento e orientação ao empreendedor na ponta é fundamental nos municípios.
“A Desenvolve MT tem prestado todo apoio às prefeituras visando a democratização do crédito, os agentes conhecem o dia a dia dos empresários, suas necessidades. Eles têm um papel fundamental de ajudar no fortalecimento desses negócios, não apenas apoiando a liberação do crédito, mas contribuindo com a geração de emprego e renda”, enfatiza o diretor.
(Com supervisão de Livia Rabani)
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
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