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Parceria do Governo de MT com prefeituras leva R$ 289 milhões para melhorar a infraestrutura de 43 municípios

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O Governo de Mato Grosso e as prefeituras estão investindo R$ 289,1 milhões em obras de melhorias na infraestrutura de 43 municípios do Estado. Desses recursos, R$ 200,5 milhões foram repassados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) e o restante corresponde a contrapartida oferecida pelos municípios.

Os convênios foram assinados nesta quinta-feira (18.01), em evento no Palácio Paiaguás, que contou com a presença de prefeitos, senadores e deputados federais e estaduais. O maior convênio assinado foi com o município de Nova Mutum, para o asfaltamento de duas rodovias municipais. Serão investidos R$ 40,1 milhões, sendo R$ 18,9 milhões repassados pelo Estado.

Para o prefeito de Nova Mutum, Leandro Félix, a atuação do Governo garante segurança para os municípios trabalharem.

“Nós prefeitos trabalhamos lá na ponta com o cidadão e aquilo que nós combinamos com o Governo do Estado é cumprido, é feito. Aquilo que nós falamos aqui, nós podemos chegar lá na ponta e executar e se comprometer com o cidadão, porque a gente sabe que o Governo do Estado vai cumprir”, afirmou.

Os recursos serão utilizados para asfalto urbano, construção de calçadas, reforma de prédios públicos, construção de uma ponte, sistema de drenagem, iluminação de avenidas e outros equipamentos públicos.

O governador Mauro Mendes reforçou o compromisso do Estado com os municípios, para fazer entregas para a população, desde os menores até os maiores municípios de Mato Grosso.

“Em alguns municípios estamos repassando recursos para o prefeito fazer calçadas. Isso melhora a qualidade de vida dos cidadãos, melhora o aspecto urbanístico. Em outros, que já venceram o desafio de ter 100% de asfalto na zona urbana, começamos a levar esse benefício até a zona rural, porque lá também moram dezenas, centenas, às vezes milhares de mato-grossenses que trabalham e precisam de qualidade de vida no ir e vir”, disse.

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Os municípios beneficiados foram Alto Taquari, Aripuanã, Barra do Bugres, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Campos de Júlio, Canabrava do Norte, Canarana, Castanheira, Chapada dos Guimarães, Colíder, Curvelândia, Figueirópolis D’Oeste, General Carneiro, Guiratinga, Indiavaí, Itanhangá, Itaúba, Itiquira, Jauru, Juara, Juína, Matupá, Mirassol D’Oeste, Nobres, Nossa Senhora do Livramento, Nova Canaã do Norte, Nova Mutum, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Paranatinga, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Porto Alegre do Norte, Porto Esperidião, São José dos Quatro Marcos, Sapezal, Sorriso, Tangará da Serra, Terra Nova do Norte, Tapurah, Vila Bela da Santíssima Trindade e Vila Rica.

“Não tem um município do Estado de Mato Grosso que não foi agraciado com um convênio, ou com asfalto, ou com uma ponte, com aduelas, nos últimos cinco anos. Todos foram beneficiados com serviços de infraestrutura, que eu não tenho dúvida, melhoraram muito a qualidade de vida dos cidadãos”, afirmou o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.

Para a realização dos convênios, as prefeituras protocolam projetos na Sinfra. Após a aprovação, os recursos são repassados pelos municípios, que ficam responsáveis pela execução das obras.

“Hoje temos um governo que arrumou as finanças, que faz as parcerias. Hoje eu vi um convênio de mais de R$ 40 milhões. O Estado diz para os municípios organizarem seus projetos, trazerem os projetos, porque vão ter um bom parceiro para arrumar os recursos, para fazer os investimentos”, opinou o deputado estadual Max Russi.

O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, destacou a importância dos investimentos em infraestrutura realizados pelo Estado. “Eles trazem desenvolvimento, trazem geração de emprego, competitividade para as cidades, segurança para as pessoas. Esse é, sem dúvida, um dos grandes legados deste governo”, disse.

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Para o senador Jayme Campos, nunca os municípios tiveram tantos recursos para investir. “É quase recorrente. Nunca teve tanto dinheiro para os prefeitos deste país, sobretudo em Mato Grosso na atual gestão. E isso é fruto de trabalho sério”, afirmou.

A senadora Margareth Buzetti elogiou os investimentos em infraestrutura e testemunhou sobre os avanços que presenciou no Distrito Industrial de Cuiabá. “Estão levando dignidade de infraestrutura, gerando emprego e renda, dando dignidade à vida do cidadão”, disse.

O suplente de senador Mauro Carvalho destacou os números. “Vocês prefeitos, sabem o quanto são importantes esses convênios para a melhoria da qualidade de vida de todos nós. Esse governo tem feito a diferença para todos os mato-grossenses”, disse. Já a deputada federal Gisela Simona elogiou o compromisso do governo.

Estiveram presentes no evento os senadores Wellington Fagundes, Margareth Buzetti e Jayme Campos, o suplente de senador Mauro Carvalho, os deputados federais Abílio Brunini e Gisela Simona, os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, Wilson Santos, Paulo Araújo, Max Russi, Dr. João, Beto Dois a Um, Diego Guimarães e Valmir Moretto, os secretários de Estado chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, de Assistência Social e Cidadania, Grasi Bugalho, de Educação, Alan Porto, de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, de Segurança Pública, César Roveri, de Saúde, Gilberto Carvalho, de Comunicação, Laice Souza, controlador-geral do Estado, Paulo Farias, comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Mendes, comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro Borges, presidente do MT PAR, Wener Santos, presidente do MT Gás, Aécio Rodrigues, diretor presidente da Ager, Luis Nespolo, além dos prefeitos e vereadores dos municípios.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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