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Sema abre inscrições para seminário que discutirá conservação e uso sustentável dos recursos hídricos

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Moradores do Vale do São Lourenço podem se inscrever para participar do 2º Seminário da Bacia do São Lourenço, no município de Juscimeira (a 160 km de Cuiabá), entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro. O evento realizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Comitê da Bacia Hidrográfica do São Lourenço, o Centro de Pesquisa do Pantanal e a Prefeitura de Juscimeira vai discutir a conservação e o uso sustentável dos recursos hídricos da região.
O seminário será realizado no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juscimeira, com o objetivo de promover o debate público sobre a importância da Bacia Hidrográfica do Rio São Lourenço, abordando de forma teórica e prática, desafios e potencialidades relativos à gestão da bacia.

A programação inclui palestras ambientais com diversos parceiros, representantes de órgãos públicos, membros da sociedade civil e universidades, com atividades presenciais realizadas entre 8h e 16h, nos dias 29 e 30 de novembro, e das 8h às 10h50, no dia 1º de dezembro.

Estão abertas 300 vagas para população e representantes de empresas e instituições do Vale do São Lourenço. Os interessados podem acessar o formulário online e preencher com os dados solicitados para completar a inscrição.

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A presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do São Lourenço, Milly Cardinal, destacou o compartilhamento de informações sobre a conservação dos recursos hídricos e o fomento da colaboração entre todas as partes envolvidas na superação dos desafios associados à gestão da bacia hidrográfica.

“Espera-se que o seminário proporcione um fórum para o compartilhamento de informações e conhecimentos sobre a Bacia Hidrográfica do Rio São Lourenço, incluindo apresentações de estudos, pesquisas, dados e informações relevantes para a gestão da bacia, bem como a participação de todos os setores envolvidos para discutir e encontrar soluções para os desafios ambientais da nossa região”, ressaltou.

Em caso de dúvidas, entre em contato com o Comitê da Bacia Hidrográfica do São Lourenço pelo e-mail: cbhsaolourenco@sema.mt.gov.br.

Bacia Hidrográfica do São Lourenço

A bacia hidrográfica do São Lourenço abrange 14 municípios do Mato Grosso, sendo o curso principal o Rio São Lourenço, que nasce em Campo Verde, passa por Dom Aquino e desagua no Pantanal. Compõem o Vale do São Francisco os municípios Jaciara, Juscimeira, Campo Verde, Dom Aquino e São Pedro da Cipa.

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Serviço: 2º Seminário da Bacia do São Lourenço
Data: 29 de novembro a 1º dezembro
Horário: 8h às 16h (29 e 30 de novembro) e 8h às 10:50 (1º dezembro)
Local: Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juscimeira – MT (R. C, 489 – Juscimeira, 78810-000)
Inscrições pela internet

*Supervisão de texto de Renata Prata

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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