MATO GROSSO
Parceria entre Governo de MT e Prefeitura de Juína produz 35 mil mudas de cacau para agricultores familiares
MATO GROSSO
A iniciativa eleva a renda dos agricultores familiares do Estado, fortalece a economia local e contribui para a diversificação de culturas, em Mato Grosso.
Juína produz as mudas de cacau e as repassa para a Seaf, que faz a distribuição aos municípios interessados em investir na produção da fruta, que é amplamente conhecida no Brasil como a principal matéria-prima usada na fabricação de chocolate.
O secretário municipal de Agricultura de Juína, Adalberto Rodrigues, comentou que a parceria vai garantir um total de 35 mil mudas.
“Firmamos um convênio com a Seaf há cerca de três anos para produzir 35 mil mudas de cacau clonado. Estamos produzindo e entregando essas mudas à Seaf anualmente, e este ano, finalizamos com a entrega de 10 mil mudas de café clonado”, disse.![]()
Foto: Prefeitura de Juína-MT
A produção ocorre no viveiro municipal de Juína, onde hastes de clones superiores são enxertadas em porta-enxertos produzidos a partir de sementes. O desenvolvimento das mudas leva aproximadamente 180 dias até o plantio definitivo no campo.
O secretário estadual de Agricultura Familiar, Luluca Ribeiro, destacou que, entre 2019 e 2023, o Governo do Estado entregou 260 mil mudas de cacau a produtores familiares para incentivar a expansão da cultura.
“A Seaf está comprometida em apoiar os agricultores familiares com recursos, tecnologia e assistência técnica para fomentar o crescimento sustentável no setor agrícola de Mato Grosso”, afirmou Luluca Ribeiro.
Atualmente, 12 municípios cultivam cacau no Estado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e o objetivo é incentivar o aumento da produção com essa entrega gratuita de mudas.![]()
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.