MATO GROSSO
Parceria entre Governo e Fase vai gerar economia de R$ 100 mil ao ano para o Indea de Rondonópolis
MATO GROSSO
A presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), Emanuele Almeida, e o diretor administrativo Luiz Gustavo Tarraf, vistoriaram a obra de reforma da Unidade Regional de Supervisão (URS) de Rondonópolis nesta quinta-feira (27). A atual unidade funciona em um prédio locado, mas passará a funcionar em espaço próprio para atender ao eixo Eficiência Pública, do Programa Mais MT, que visa reduzir os gastos com alugueis de prédios públicos.
O imóvel foi cedido ao Indea pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e a reforma é custeada com recursos do Fundo Mato-grossense de Apoio a Cultura da Semente (Fase), com valor estimado é de R$ 1,2 milhão. Após a conclusão da obra, prevista para ser entregue até maio, o Indea deve economizar cerca de R$ 8,5 mil mensais com aluguel.
“Estamos otimizando os recursos conforme a meta Aluguel Zero do Programa Mais MT e, por meio de parcerias, até o fim do ano vamos sair do aluguel em cidades como Juína, Alto Araguaia, Colniza, Rondonópolis, Sinop, Matupá e Peixoto”, argumentou a presidente do Indea.
Por meio da parceria pública privada, o Indea apresentou projetos e existem outras obras sendo tocadas a custo zero para o Estado com recursos de fundos. Em Sinop, a prefeitura doou o terreno e a construção do prédio será, também, com recursos do Fase. Já a obra de reforma da URS de Juína está sendo custeada pelo Fundo Emergencial de Saúde Animal (Fesa).
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.