MATO GROSSO
Parque Estadual Encontro das Águas é reduto preservado que abriga maior felino das Américas
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O maior felino das Américas, a onça-pintada, tem no calendário nacional uma data que representa os esforços para a sua conservação: Dia da onça-pintada (Panthera onca), comemorado em 29 de novembro. Em Mato Grosso, a maior densidade populacional das onças está no bioma Pantanal em duas unidades de conservação: Parque Estadual Encontro das Águas e Estação Ecológica Taiamã, conforme o gerente de Fauna Silvestre da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Fernando Siqueira.
O Parque Estadual Encontro das Águas fica localizado nos municípios de Barão de Melgaço e Poconé (250 km de Cuiabá), e, além de ter uma área de 108 mil hectares de Proteção integral, sob gestão estadual, possui seu turismo de observação dos felinos conhecido internacionalmente. Já a Estação Ecológica Taiamã, em Cáceres (230 km da Capital), é uma ilha de gestão federal no meio do rio Paraguai.
Nos últimos anos, a Coordenadoria de Fauna da Sema acompanhou e resgatou quatro onças-pintadas. O caso mais recente é deste ano, em que a onça-pintada batizada de Marruá foi entregue voluntariamente por um fazendeiro de Cáceres, após o animal estar habituado com a aproximação humana e não ter condições de ser introduzido na natureza. Em 2021, dois filhotes de onça-pintada resgatados em Juara foram entregues à Sema.
Outro resgate marcante foi o do Ousado, que teve as patas queimadas durante os incêndios florestais de 2020 e foi reintroduzido à natureza após a recuperação, por um trabalho conjunto entre órgãos ambientais e ONGs. Ele utiliza um colar de monitoramento que mostra todos os seus passos e serve para coleta de dados sobre os hábitos do animal.
A Sema-MT orienta que, quem encontrar filhotes de animais silvestres, ou até mesmo animais adultos que estejam em ambiente urbano, ou com ferimentos, informe o mais breve possível o órgão ambiental, ou o Batalhão ambiental.
“É importante que seja feita a entrega voluntária, ou que a denúncia seja feita o mais breve possível, para que o animal tenha mais chances de ter cuidado especializado e retornar à natureza”, explica o gerente.
Turismo de observação mostra a beleza da pantera para o mundo
A região de Porto Jofre, dentro do Parque Estadual Encontro das Águas, é conhecida por ser o melhor lugar do mundo para avistar onças-pintadas de perto. É neste local que é possível ver de perto o terceiro maior felino do mundo durante um passeio de barco pelo Rio São Lourenço. Para chegar até lá, é necessário percorrer mais de 150 km da Estrada Parque Transpantaneira, que também é um reduto de preservação sob gestão da Sema.
O guia de turismo e empresário Ailton Lara, de 41 anos, conta que foi um dos primeiros a levar as pessoas para dentro do Pantanal, especificamente para ver as onças-pintadas.
“Por todas as pessoas envolvidas no turismo, já foram registradas mais de 300 onças aqui na região nos últimos 15 anos. Somente uma delas que estamos observando e acompanhando, que é a Stela, que tem mais de 15 anos, porque quando nós registramos ela pela primeira vez ela já era adulta. No nosso catálogo da pousada temos as 70 onças mais comuns na região, para facilitar a identificação”, conta.

Onça Stela na companhia de um macho. Foto: Ailton Lara
O registro fotográfico dos animais capta além do cotidiano: a bela pelagem única de cada uma delas, que serve como uma digital. Com esta técnica é possível praticamente monitorar a vida selvagem das onças-pintadas em Porto Jofre.
Lara é categórico ao afirmar que todos que trabalham com o turismo na região andam lado a lado para utilizarem sempre as melhores práticas, e, assim, ter um menor impacto possível na natureza.
“É um Parque Estadual muito bacana. O turismo é desenvolvido apenas pelo barco. Se a onça é avistada deitada damos um espaço pra ela de 25 metros, se ela está nadando, ficamos a 30 metros. Se ela está inquieta damos um espaço maior. Se de algum modo ela se incomodar com a presença humana ela entra na mata e não é mais vista”, explica.
Para ele, o turismo é ainda uma ferramenta de educação ambiental. Mostrar para o mundo o que ele chama de “laboratório a céu aberto” desperta a necessidade de preservar, inibe a caça, e ainda traz renda para a população da localidade.
A superintende de Mudanças Climáticas e Biodiversidade da Sema, Gabriela Priante, ressalta a necessidade de respeitar as normas de avistamento de onças-pintadas e pardas em vida livre, dispostas na Resolução do Conselho Estadual de Meio Ambiente nº 85/2011.”É importante seguir as regras, permanecer em silêncio, não desembarcar, e se manter distante do animal para que possamos conciliar o turismo com a segurança e a conservação da espécie”.
Governo mostra a onça-pintada em evento ambiental
O vídeo de uma onça-pintada andando no Pantanal em uma vegetação baixa, a alguns metros de distância, também fez parte da experiência de realidade virtual, levada pelo Governo de Mato Grosso para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-27), no Egito. Líderes de diversos países puderam conhecer de perto este cenário, entre outras paisagens de Mato Grosso.
Preservação do Pantanal
Além do trabalho de resgate e cuidados realizado pela gerência da Sema-MT, em parceria com o Batalhão Ambiental da PMMT, outras ações do Governo do Estado contribuem para a preservação da espécie, que está em risco de extinção.
A prevenção e combate aos incêndios florestais no bioma pantaneiro une forças de diversos órgãos estaduais, e contribui para a preservação do habitat natural da fauna silvestre da localidade, incluindo a onça-pintada. No último ano, o investimento estadual para a prevenção e combate aos incêndios florestais e desmatamento somou R$ 60 milhões.
A Sema possui também o projeto de Monitoramento da Fauna Silvestre da Estrada Transpantaneira. Com câmeras trap instaladas em pontos estratégicos da Estrada Parque Transpantaneira, em Poconé, é feito o registro da incidência e condições dos animais silvestres, para subsidiar decisões de interferência no bioma.
Atualmente há quatro clínicas veterinárias credenciadas para prestar atendimento aos animais silvestres resgatados, com orçamento de R$ 800 mil para este ano.
Para atendimento especializado dos animais silvestres, está em licitação pelo Estado o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres. No espaço de mais de 15 mil m², que será construído em Cuiabá, está previsto um Hospital Veterinário Estadual, recintos para área de quarentena de animais silvestres, estacionamento e rede de média tensão. O investimento para a nova estrutura é de R$ 8,6 milhões sendo R$ 4,7 milhões da Sema, R$ 3,8 milhões de emenda do senador Wellington Fagundes e R$ 40 mil da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Fonte: GOV MT
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Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.