MATO GROSSO
Pedra Preta atrai interessados em investir no futuro Distrito Industrial após o Governo asfaltar a MT-459
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Desde a conclusão dos mais de 23 quilômetros de asfalto na MT-459 pelo Governo do Estado, a Prefeitura de Pedra Preta já registrou pelo menos 60 pedidos de empresas interessadas em se estabelecer no futuro distrito industrial da cidade. A facilidade de acesso agora oferecida é um dos principais atrativos para os investidores industriais. A obra contou com investimento estadual de R$ 30 milhões.
“Essa obra é muito importante para nós, inclusive quando ela ainda estava em execução o município se anteviu e comprou uma área de dez alqueires, onde está sendo construído o primeiro distrito industrial do município. Agora, as empresas estão pedindo para se instalar aqui pela facilidade de ir de Pedra Preta até o terminal ferroviário, o que vai gerar renda e empregos”, declarou o secretário de Planejamento de Pedra Preta, Vanderlei Sartori.

O edital para a ocupação dos lotes no distrito industrial está previsto para ser lançado assim que o registro do loteamento for aprovado pelo cartório.
Esse passo é necessário para formalizar e organizar a instalação das empresas interessadas.
O distrito industrial será construído em uma área adquirida pela prefeitura em 2021, localizada às margens da BR-364, especificamente para este fim.
Desde então, medidas estão sendo adotadas para desenvolver o projeto de loteamento e a infraestrutura necessária, incluindo pavimentação, drenagem, esgoto e iluminação pública.
O potencial econômico da cidade melhorou depois dessa obra conduzida pela Secretaria Estadual de Infraestrutura (Sinfra), segundo a prefeita Iraci Ferreira, porque dá acesso ao Distrito Industrial e ao terminal ferroviário.
“Essa obra da MT-459 traz um potencial para a nossa cidade, porque ela dá acesso para esse distrito e para a ALL, para a linha de trem, e vai ficar muito mais fácil fazer a logística da produção, principalmente para essas empresas novas”, pontuou.
Antes dessa obra, para chegar ao Terminal Ferroviário, os motoristas que saíam de Pedra Preta precisavam percorrer um trecho de 24,5 km pela BR-364 até Rondonópolis e depois mais 25 km até o terminal e agora essa distância reduziu para 25 km.
O asfaltamento dessa rodovia é mais uma das obras do Governo do Estado em Pedra Preta. “Agradecemos ao governador Mauro Mendes que vem nos apoiando em vários projetos, incluindo as casas do SER Família”, acrescentou.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.