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PF realiza buscas contra desembargadores e escritório de advogado

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (26) uma operação para investigar a suposta venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Informações preliminares indicam que ao menos 10 alvos estão sendo investigados. Os gabinetes dos desembargadores Sebastião Moraes e João Ferreira Filho, além de suas residências, estão sendo vasculhados, assim como o escritório do advogado falecido Roberto Zampieri, no bairro Bosque da Saúde. Sebastião e João Ferreira foram afastados dos cargos pelo CNJ no dia 1º de agosto deste ano, sob suspeita de envolvimento em vendas de sentenças. Segundo o Corregedor Nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, as investigações indicam graves faltas funcionais e recebimento de vantagens indevidas.

Os desembargadores foram acusados de participação em um esquema de propinas, cuja investigação teve início com dados extraídos do celular de Roberto Zampieri, assassinado em 5 de dezembro de 2023. O advogado foi morto ao sair de seu escritório no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Ele estava em seu carro, um Fiat Toro, quando foi baleado dez vezes. O coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas foi identificado como financiador do crime, com o empresário Hedilerson Fialho Martins Barbosa atuando como intermediário. O pedreiro Antônio Gomes da Silva confessou ter sido o autor dos disparos, e os três estão presos. O suposto mandante do crime, Aníbal Manoel Laurindo, está em liberdade provisória, usando tornozeleira eletrônica e cumprindo outras medidas cautelares.

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Prorrogação de incentivo fiscal garante alívio ao setor suinícola de Mato Grosso

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O Governo de Mato Grosso prorrogou até 31 de dezembro de 2026 o crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) concedido por meio do Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) para atividades da suinocultura. O benefício, que mantém o percentual de 75% de incentivo nas operações interestaduais com suínos vivos, terminaria no dia 31 de abril, mas foi estendido até 31 de dezembro de 2026, garantindo fôlego ao setor produtivo em um momento de desafios econômicos.

A medida atende a uma demanda apresentada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), com apoio institucional do Fórum Agro, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

De acordo com a Resolução nº 269/2026 do Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat), publicada após a 33ª Reunião Extraordinária do colegiado, realizada no mês de março, fica autorizada a manutenção da fruição cumulativa de benefícios fiscais nas operações interestaduais de suínos destinados ao abate, engorda, reprodução, cria e recria.

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Na prática, o incentivo mantém reduzida a carga tributária nas saídas interestaduais de suínos vivos, assegurando maior competitividade aos produtores mato-grossenses no mercado nacional. O mecanismo combina crédito outorgado e redução de base de cálculo do ICMS, conforme previsto em convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e regulamentações estaduais.

A prorrogação ocorre em um contexto de pressão sobre os custos de produção e margens do setor, especialmente diante de oscilações de mercado e aumento de custos operacionais. Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a manutenção do incentivo fiscal contribui para preservar a atividade, estimular investimentos e garantir previsibilidade aos produtores.

“Esse incentivo é fundamental não só para o desenvolvimento da suinocultura de Mato Grosso como a manutenção de produtores na atividade, visto que o primeiro trimestre foi de desvalorização do preço pago ao produtor. Para se ter uma ideia, iniciamos o ano com R$ 8,00 pago ao produtor por cada quilo do animal vivo, e agora no início de abril esse valor está em R$ 6,20, uma queda de 22% aproximadamente”, pondera Frederico.

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Com a decisão, o setor suinícola ganha mais tempo para enfrentar o atual cenário econômico, enquanto entidades representativas seguem dialogando com o poder público em busca de medidas estruturais que contribuam para a sustentabilidade da produção em Mato Grosso.

O Proder é um dos principais instrumentos de incentivo ao desenvolvimento rural no estado, permitindo a concessão de benefícios fiscais a segmentos estratégicos da agropecuária, com foco na agregação de valor, geração de emprego e fortalecimento da competitividade.

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