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PM leva serviços e recreação para 1,5 mil moradores da zona rural de Nossa Senhora do Livramento

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A Polícia Militar de Mato Grosso, por meio do 2º Comando Regional, realizou, na manhã deste sábado (04.03), a primeira edição do mutirão “Ação Cívico Social (ACISO-2º CR) 2023”, com diversos serviços gratuitos à população. O evento ocorreu na Escola Municipal Betina Tavares da Silva Taques, localizada na zona rural do município de Nossa Senhora do Livramento (40 km de Cuiabá), e reuniu aproximadamente 1,5 mil pessoas. 

O comandante do 2º Comando Regional, tenente-coronel José Nildo, destaca que a iniciativa visa promover ações de cidadania, fornecendo atividades educacionais e de recreação voltadas para o desenvolvimento social aos moradores da Comunidade Figueiral.

“O evento teve o objetivo de promover maior integração entre a Polícia Militar e os parceiros com a comunidade em atividades e ações que visam o bem-estar e a qualidade de vida da população que reside em área mais distantes da Capital ou do município de Nossa Senhora do Livramento”, disse.  

Foram oferecidos serviços relacionados à saúde, como aferimento de pressão arterial, glicemia, autoexames na prevenção de câncer de mamas e colo do útero, vacinal adulto e infantil, entre outros. Ainda, atendimentos com cabeleireiros, manicure, assessoramento jurídico, consultas com médico veterinário, atendimento CadÚnico e muita diversão para as crianças com apresentação de teatro, pipocas, algodão doce e o Corpo Musical da PM.

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Conforme o tenente-coronel, a expectativa é realizar pelo menos dez ações como essa em toda área que compreende o 2º Comando Regional em Poconé, Jangada, Rosário Oeste, Nobres, Várzea Grande e principalmente a zona rural desses municípios.

“Esse é um serviço que já vem sendo desenvolvido há muito tempo pela segurança pública, por meio da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Judiciária Civil, Poder Judiciário, Ministério Público, sociedade civil organizada que vem fazendo essa grande ação muito importante”, ressalta. 

A dona de casa, Onilze de Amorin, de 42 anos, aproveitou o evento para passar por atendimento médico. “Essa é uma oportunidade muito boa para cuidar da saúde. Muitas pessoas daqui da região não têm como se deslocar até Cuiabá pela distância, estamos fico muito feliz dessa atenção da segurança pública com a comunidade”, disse. 

Já o mestre de obras Antônio Carlúcio de Souza aproveitou dos serviços de barbearia para levar o filho, Felipe de Souza, para mudar o visual.

“O atendimento foi excelente. Eu só tenho agradecer à Polícia Militar e demais autoridades pelos serviços que foram prestados para nós daqui da comunidade”, destacou. 

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Além dos atendimentos, policiais militares do Batalhão Ambiental, Força Tática e Bope montaram estandes para mostrar à população um pouco dos equipamentos, armamentos e contar sobre o trabalho de policiamento ostensivo. Já o Corpo de Bombeiros montou uma mini tirolesa para as crianças na quadra da escola, e servidores do Empaer distribuíram mudas de plantas. 

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes, destaca a resposta dos parceiros ao chamado da PM para a realização desse evento e a proximidade estabelecida com a sociedade. 

“O principal intuito é levar, cada vez mais, a Polícia Militar junto da sociedade e comunidades carentes. A nossa instituição realiza o evento há muitos anos e a nossa maior recompensa é essa confiança da população para com os nossos policiais militares. A PM está presente nos 141 municípios garantindo a segurança, dando apoio assistêncial e prezando sempre pelo lado humanitário”. 
 

Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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