MATO GROSSO
PM mata liderança do PCC e bandido que planejava homicídios em Mato Grosso
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Integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Wender de Pinto Brito, 27 anos, morreu baleado em um confronto com policiais militares em Barra do Bugres (171 km da Capital), na noite de sexta-feira (3). No âmbito da operação Visão de águia, outro criminoso morreu em uma troca de tiros com os PMs em Tangará da Serra (240 km de Cuiabá).
Segundo informações apuradas pelo Olhar Direto, os agentes realizaram novas diligências devido ao confronto ocorrido no dia 28 de janeiro que resultou em cinco criminosos mortos em Barra do Bugres.
Já na sexta-feira (3), os militares foram informados sobre a localização de um membro do PCC que seria responsável pela logística da facção criminosa. Wender seria uma das lideranças na região e teria ameaçado os agentes de segurança pública no município.
Os militares encontraram o suspeito no bairro Santa Isabel Pronave e ao tentarem realizar a abordagem, Wender tentou atirar nos militares que revidaram os tiros e atingiram o criminoso. Ele chegou a ser encaminhado para uma unidade médica, mas não resistiu aos ferimentos.
Em continuidade da operação, em Tangará da Serra, os policiais foram informados de que um grupo de bandidos estavam se reunindo o para cometer homicídios na região. Ao irem até o local onde os suspeitos estariam, os agentes foram recebidos a tiros e revidaram os disparos.
Um dos criminosos foi baleado e não resisiu aos ferimentos. Ele ainda não foi identificado. Foi realizado busca na localidade, porém não foi possível localizar os demais suspeitos.
OLHAR DIRETO
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.