MATO GROSSO
PMMT treina 551 novos policiais para atuarem na segurança da população a partir de 2024
MATO GROSSO
A Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) está com 551 novos soldados e oficiais em treinamento para atuarem na segurança da população mato-grossense. O reforço no efetivo irá beneficiar todos os 142 municípios mato-grossenses, de acordo com o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes.
“É sempre um momento importante a entrada de novos policiais para a corporação e o governador Mauro Mendes trouxe isso com um número alto de convocações, em conjunto com muitos investimentos para a Polícia Militar. Nossos alunos estão sendo capacitados com a melhor qualidade possível e serão, a partir do ano que vem, o nosso reforço de efetivo, fazendo com que todos os municípios tenham o policiamento necessário para levarmos segurança de qualidade para todos os cidadãos mato-grossenses”, destacou.
A formação dos soldados termina em 2024 e eles já irão atuar nas ruas e, os oficiais, concluem o curso em 2025.![]()
Sibele Araújo superou uma desistência e foi aprovada novamente em 2022 – Crédito: Arquivo pessoal
Sibele Vieira de Araújo, de 36 anos, moradora de Rondonópolis, é um dos 516 alunos do Curso de Formação de Soldados da PMMT (CFSD). Ela afirmou que todos os dias tem vivenciado novas experiências, durante a formação.
“Me sinto honrada por estar me tornando uma guardiã da sociedade mato-grossense. Somos aqueles que vamos correr o perigo para a proteção do próximo”, afirmou.
O caminho para a futuro soldado não foi fácil. Sibele precisou desistir de uma aprovação anterior por questões familiares, mas viu no concurso realizado pelo Governo do Estado, em 2022, uma nova chance para trilhar o seu sonho.
“Em 2008 fiz o concurso e obtive êxito, mas precisei desistir naquela oportunidade. Com o tempo, minha admiração pela PM e vontade de estar na instituição só foram aumentando. E, em 2022, me vi novamente diante de uma grande oportunidade, recebi muito incentivo dos meus familiares e de amigos. E aqui estou, e me orgulho em saber que estou em um curso de formação, com muito investimento do Estado, onde vamos sair altamente capacitados para servir a sociedade”, completou a aluna.
O concurso para a Segurança Pública de Mato Grosso foi um dos mais aguardados pela população mato-grossense. Anunciado em janeiro de 2022, as provas foram realizadas no mês seguinte, com os aprovados prestando as demais etapas previstas, como análises de documentos e os Testes de Aptidões Físicas (TAFs), nos meses seguintes.
Em março de 2023, o governador Mauro Mendes anunciou a convocação dos aprovados para o início das formações. Para a PMMT, 550 aprovados foram convocados, entre os quadros de soldados e oficiais, mas houveram algumas desistências no decorrer do curso.
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Renan Ávila afirma que deseja fazer a diferença como policial militar – Crédito: Arquivo pessoal
Renan Ávila também foi um dos convocados para o curso de soldado. Antes professor de Física, decidiu se dedicar integralmente à carreira militar. “A vontade de encarar o concurso da Polícia Militar brotou da mistura empolgante de desafios, aventura, senso de dever cívico e desejo de fazer a diferença na comunidade. À medida que conheci mais sobre a profissão, desenvolvi um respeito profundo e um verdadeiro gosto pelo trabalho policial”, contou.
As aulas dos cursos de formações foram iniciadas em julho deste ano e possuem etapas específicas. Na formação de soldados, o curso tem previsão de duração de dez meses. Atualmente, esses alunos realizam o estágio supervisionado com policiamento nas ruas, em Cuiabá e Várzea Grande.
Para Renan, a fase tem sido empolgante. “Está sendo uma experiência intensa e desafiadora. A sensação de adrenalina, responsabilidade e a busca por manter a ordem e a segurança, aplicando corretamente o treinamento recebido. Mas também tenho percebido o bom recepcionamento da população ao avistar as equipes, levando a uma conexão positiva, construindo confiança e promovendo um ambiente seguro para a sociedade”, revelou.
Experiência e novos desafios
Para os quadros de oficiais da instituição foram convocados 35 aprovados, sendo que cinco são médicos da PMMT, enquanto 30 alunos completam a 22ª turma do Curso de Formação de Oficiais (CFO).
Alguns alunos do curso já são policiais militares e viram no concurso a oportunidade de alcançar novos postos na corporação, como Ediney de Meira Jesus, de 41 anos. Egresso do 21º Curso de Formação de Soldados, em 2000, o atual aluno do CFO contou sobre o orgulho de estar na instituição e servir a sociedade, com o incentivo do pai que já foi militar do Exército e de amigos próximos, sendo mais um estímulo para continuar estudando e passar pela segunda vez por uma formação da PMMT.
“A rotina tem sido bastante intensa, com muitas aulas teóricas e práticas, com processo de ensino voltado essencialmente à formação militar, com as atividades finalísticas da Polícia Militar. A qualidade no atendimento, resposta legal, proporcional e necessária à criminalidade, tem sido uma preocupação constante no Curso de Formação de Oficiais”, explicou.![]()
Ediney passa pela segunda vez por um curso de formação dentro da PM – Crédito: Arquivo pessoal
O aluno ainda destacou que a modernização da estrutura da Polícia Militar, com armamentos, viaturas e equipamentos de última geração, tem feito a formação ser muito mais qualificada, dando segurança para que os futuros policiais possam atuar nas ruas de maneira eficaz.
“A PMMT está passando por uma evolução sem precedentes nos últimos anos. Eu vivenciei isso, pois cheguei a trabalhar onde nós não tínhamos coletes balísticos para todos os policiais, as armas de fogo eram antigas e as viaturas precárias. Todas essas mudanças se voltam para o sentido comportamental, pois com isso a PMMT tem buscado uma metodologia diferenciada para formação dos novos policiais militares, acompanhando a evolução do corpo social e de suas ferramentas”, afirmou.
A aluna do CFO, Karoliny Borges Pereira, de 28 anos, também é uma egressa do curso de formação de soldados. Ela conta que conheceu e se apaixonou pela disciplina militar ao estudar na Escola Tiradentes, em Cuiabá. Ingressou na corporação no ano de 2014 como soldado, estudou para o novo concurso e foi aprovada no CFO, em 2022.
“Aos 18 anos fui aprovada no concurso para soldado e desde então, os objetivos profissionais passaram a ser uma ascensão que me levasse até o oficialato, passando a me dedicar para ser aprovada no CFO. Foi então que no ano de 2022, após incansáveis horas dedicadas aos estudos que obtive a aprovação no tão sonhado curso”, comentou a aluna.![]()
Karoliny ao lado dos colegas de CFO, na cerimônia em que se tornaram cadetes da PMMT – Crédito: Arquivo pessoal
Na corporação, Karoliny viu de perto alguns avanços realizados pelo Governo do Estado e avaliou que a soma da modernização com o reforço do efetivo é um ganho para todos.
“Sempre imaginei a Polícia Militar como um dos pilares da sociedade, sendo ela a responsável pela preservação da ordem pública e a instituição que o cidadão confia e se sente protegido. Os avanços, como a aquisição de equipamentos de qualidade, rádios digitais, treinamentos constantes e estruturas físicas dos quartéis, possibilitam uma melhor qualidade de trabalho para os policiais, fortalecendo a instituição e trazendo segurança e capacidade ao policial”, afirmou.
Os alunos em formação de oficiais receberam, em setembro deste ano, a qualificação como cadetes. A expectativa é que os alunos do CFO comecem a realizar as etapas do estágio supervisionado a partir das próximas semanas. Os novos oficiais da Polícia Militar de Mato Grosso devem realizar suas formações completas ao final de dois anos.![]()
Em setembro, os alunos do CFO se tornaram cadetes, um dos passos para a formação – Crédito: CFO
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
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