MATO GROSSO
Polícia Civil desarticulou associações criminosas e destruiu mais de 3,7 toneladas de drogas na fronteira
MATO GROSSO
Instalada na cidade de Cáceres, na fronteira de Mato Grosso com o país vizinho, a Defron encerrou o ano de 2023 com três grandes operações realizadas, que resultaram em 85 pessoas presas e mais de 130 ordens judiciais cumpridas, entre prisões, buscas e apreensões e bloqueios de bens. Entre o material apreendido estão armas de fogo, munições, R$ 12 mil em dinheiro e mais de R$ 230 mil em bloqueios de bens.
Além das operações próprias deflagradas com base em investigações da unidade, os policiais da Defron atuaram, também, na Operação Horus Vigia, do Programa Vigia, do Ministério da Justiça, com foco no combate aos crimes transfronteiriços em toda região da fronteira mato-grossense.![]()
A delegada titular da Defron, Bruna Caroline Laet, destacou que, no ano passado, as ações desenvolvidas foram direcionadas para investigações com foco na desarticulação de associações e organizações criminosas que atuam na fronteira, principalmente com o tráfico de drogas.
“Os trabalhos resultaram em dezenas de prisões no decorrer do ano, tanto em municípios da região de fronteira como em outras cidades do Estado de Mato Grosso. Outro grande destaque foi a incineração da grande quantidade de entorpecentes, que representa a finalização de um trabalho de combate ao tráfico, iniciado por meio da investigação, seguido da apreensão do entorpecente, conclusão do procedimento e por fim o encerramento com a destruição da droga”, explicou a delegada.![]()
Incineração
A destruição de mais de 3,75 toneladas de entorpecentes apreendidos na região de fronteira representa um golpe no sistema financeiro das organizações criminosas e prejuízo ao tráfico de drogas.
Em 2023, a Defron realizou seis incinerações durante o ano, destruindo entorpecentes como maconha, pasta base e cocaína. As incinerações ocorreram nos meses entre março e setembro, com a maior queima realizada de mais de 1,5 tonelada de drogas.![]()
Operação Cognato
No mês de maio, a Defron e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Regional Cáceres) deflagraram a Operação Cognato para cumprimento de 99 ordens judiciais, com 38 prisões preventivas, 43 buscas e 18 bloqueios de bens e valores.
A operação tinha o objetivo de desarticular um esquema criminoso de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, roubos e furtos na fronteira, com ramificações em outras cidades de Mato Grosso. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Cáceres, Rio Branco, Salto do Céu, Várzea Grande, Cuiabá, Tangará da Serra, Sinop, Lucas do Rio Verde, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá e Água Boa.
As investigações iniciaram em 2021, identificando dois líderes da organização criminosa – um deles controlava o tráfico de drogas em Cáceres, Nova Maringá, Porto dos Gaúchos e Nova Lacerda; o outro comandava a ação dos demais integrantes de dentro de uma penitenciária estadual.![]()
Operação Prospice
Deflagrada no mês de junho, a operação cumpriu 29 ordens judiciais contra uma organização criminosa que atua no tráfico de drogas e receptação de veículos roubados ou furtados em outros estados.
As investigações, que duraram cerca de um ano, iniciaram em junho de 2022 para apurar o tráfico de drogas cometido por moradores da região de fronteira, que enviavam cloridrato e pasta base de cocaína ao estado de São Paulo.
A Defron apurou que os integrantes da organização criminosa em Mato Grosso recebiam veículos roubados ou furtados em outros estados, utilizados como pagamento de entorpecentes adquiridos na fronteira.![]()
Operação Rota MT/MA
Deflagrada em julho, a Operação “Rota MT/MA” cumpriu ordens judiciais também contra investigados por tráfico de drogas. A apuração da Defron iniciou após uma prisão em flagrante realizada pela Polícia Rodoviária Federal, em Poconé, de um jovem de 26 anos, morador de Imperatriz (MA). Com o rapaz foram apreendidos nove tabletes de cloridrato de cocaína.
As investigações da Delegacia de Fronteira levaram à identificação da pessoa que entregou a droga ao jovem, em Cáceres. Durante as investigações, a equipe policial apurou que o traficante veio do Maranhão para buscar a droga na fronteira de Mato Grosso.![]()
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0
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