MATO GROSSO
Polícia Civil prende autor de homicídio que vitimou jovem no distrito de São José do Couto
MATO GROSSO
O suspeito, de 31 anos, matou a vítima com golpes de faca, após um desentendimento motivado pelo consumo de álcool.
A vítima, Cauan Renner Moreira dos Reis, 18 anos, foi localizada na manhã de segunda-feira (01.07), caída às margens da Rodovia MT-020, com sinais de golpes de faca na região do tórax. O jovem chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dentro da ambulância.
As investigações conduzidas pela Delegacia de Campinápolis apontaram que a vítima e o suspeito estavam na companhia de outras pessoas ingerindo bebida alcoólica na beira do rio no Distrito de São José do Couto.
Posteriormente, o grupo seguiu para a casa do suspeito, onde continuaram o consumo de álcool até o momento em que ocorreu uma discussão entre os presentes. Em determinado momento durante o desentendimento, o suspeito sacou uma faca que portava e desferiu dois golpes contra a vítima.
Com base nos elementos apurados, o delegado de Campinápolis, Adriano Bernardi Cavalheri, representou pelo mandado de prisão preventiva do suspeito, que foi deferido pela Justiça. Na tarde de terça-feira (02), o autor do homicídio se apresentou na Delegacia de Água Boa, ocasião em que já estava com a ordem de prisão decretada pela Justiça.
Na delegacia, ele foi interrogado e confessou aos policiais o local em que ele escondeu a faca utilizada no crime. Após ter a ordem de prisão cumprida, o preso foi colocado à disposição da Justiça.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Suinocultura mato-grossense fecha 2025 com recordes de exportação e projeta 2026 de atenção aos custos e foco na industrialização
O ano de 2025 foi marcado por resultados expressivos para a suinocultura brasileira, impulsionados principalmente pelos recordes de exportação alcançados pelo país. Mato Grosso acompanha esse desempenho positivo e registra números históricos tanto em exportações quanto em abates, evidenciando a força de recuperação da atividade após os desafios enfrentados em 2022 e 2023.
Um dos marcos mais relevantes de 2025 foi o reconhecimento do Brasil como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A conquista amplia as expectativas de abertura de novos mercados e reforça o trabalho sério e contínuo realizado pelo país, especialmente por Mato Grosso, na manutenção de um elevado status sanitário.
Outro destaque do ano foi a mudança no perfil dos compradores da carne suína brasileira. Tradicionalmente lideradas por China e Hong Kong, as exportações passaram a contar com maior protagonismo das Filipinas, além do fortalecimento de mercados exigentes como Japão, México e outros países.
Segundo a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a produção nacional deve atingir 5,47 milhões de toneladas em 2025, alta de 2,0% em relação a 2024.
Mesmo com a expansão da oferta, os preços pagos ao produtor reagiram positivamente. Dados do Cepea mostram que, até o terceiro trimestre, as cotações ao produtor independente subiram 10,8% na comparação anual, sustentadas pela boa demanda.
No acumulado de janeiro a novembro, as exportações brasileiras de carne suína cresceram 10,8%, superando o volume de 2024 — que já havia sido um ano recorde. As Filipinas consolidaram-se como o principal destino, representando 24,5% da receita, seguidas por Japão, China e Chile.
De acordo com os dados compilados pelo Data Hub da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), as exportações de carne suína passaram de US$ 59,97 milhões entre janeiro e novembro de 2024 para US$ 68,55 milhões no mesmo intervalo de 2025. O setor manteve crescimento impulsionado pela ampliação de mercados compradores, sobretudo na Ásia.
“Mesmo com o crescimento das exportações, o mercado interno não enfrentou desabastecimento. A produção seguiu equilibrada e acompanhou a expansão da demanda externa. O cenário demonstra a capacidade produtiva do país: sempre que desafiado, o produtor brasileiro responde com eficiência, qualidade e volume, garantindo o atendimento dos mercados interno e internacional”, pontua o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho.
Para 2026, o principal ponto de atenção do setor está relacionado aos custos de produção. O plantio da safra 2025/2026 ocorre de forma atrasada em função de problemas climáticos e da falta de chuvas, o que gera preocupação quanto à safrinha de milho no Centro-Oeste. O risco de menor produtividade e qualidade do grão acende um alerta, já que o milho representa um dos principais componentes do custo da suinocultura.
“Diante desse cenário, a orientação é para que os produtores estejam preparados para enfrentar possíveis elevações nos custos ao longo do ano. No mercado, a expectativa é de estabilidade tanto nos preços do suíno quanto no consumo interno e nas exportações, que devem permanecer firmes. Assim, o ambiente comercial tende a ser equilibrado, embora com atenção redobrada aos impactos dos custos de produção”, ressalta, Tannure.
Em Mato Grosso, mesmo sem crescimento significativo do plantel, a produção estadual continua em expansão, acompanhando a demanda e evitando desabastecimento. O desempenho reforça a resiliência e a força do produtor mato-grossense.