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Polícia Civil prende homem por maus-tratos contra a mãe em Barra do Garças

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), Criança e Idoso de Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá), realizou, na manhã desta quarta-feira (26.10), o resgate de uma idosa, de 64 anos, vítima de maus-tratos praticados pelo próprio filho.

Na ação, o suspeito, de 42 anos, foi preso em flagrante pelos crimes de maus-tratos contra a pessoa idosa e apropriação de rendimentos, previstos nos artigos 99, § 1º e 102 do Estatuto do Idoso.

Após receber denúncia de maus-tratos à pessoa idosa, registrada por meio do número 180, a equipe de investigadores da DEDM realizou investigação preliminar para apurar os fatos, e diligenciou junto à psicóloga do CREAS até o endereço da vítima, no bairro Nova Barra Norte.

No local, a idosa de 64 anos foi encontrada sozinha, chorosa, acamada, sem as devidas condições de higiene pessoal, e bastante debilitada. A vítima relatou que estava sem comer desde a noite anterior e que o filho saiu de casa bem cedo, deixando-a sozinha naquelas condições.

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Diante do estado de saúde da vítima, os policiais acionaram o Corpo de Bombeiros que fez o encaminhamento da idosa até a Unidade de Pronto Atendimento. Os policiais iniciaram as diligências para localizar o filho da vítima, que mais tarde, o compareceu à unidade de saúde, para ter notícias da mãe.

Diante dos fatos, os policiais foram até a UPA, onde realizaram a prisão em flagrante do suspeito. Ele foi encaminhado à DEDM de Barra do Garças, onde após ser interrogado pela delegada titular da unidade, Luciana Canaverde, foi lavrado o flagrante.

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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