MATO GROSSO
Polícia Civil realizou mais de 30 operações contra crimes ambientais no primeiro semestre de 2024
MATO GROSSO
A Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) da Polícia Civil deflagrou mais de 30 operações, nos seis primeiros meses do ano, para proteção e preservação da fauna e flora, dos mais de 900 mil km ² de território mato-grossense.
A especializada atua em várias frentes de combate a crimes ambientais, entre eles contra a fauna, flora, poluição, ordenamento urbano e patrimônio cultural, e nos crimes contra a administração ambiental, como, por exemplo, pesca predatória, maus-tratos de animais, desmatamento, extração ilegal de madeira, inserção de créditos virtuais, entre outros.
Durante o período, a unidade especializada contabilizou mais de 270 procedimentos investigatórios relacionados a crimes ambientais, sendo 125 inquéritos instaurados, 140 inquéritos concluídos e encaminhados ao Poder Judiciário, além de 144 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) instaurados, e a apuração de 107 denúncias de maus-tratos.
Os crimes ambientais são definidos como ações ou omissões que afetam negativamente o meio ambiente e a saúde pública, podendo ser praticados por pessoas físicas ou jurídicas, desde pequenas empresas até grandes indústrias.
A delegada titular da Dema, Liliane Murata, explica que a especializada tem buscado aprimorar as investigações visando desarticular organizações/associações criminosas, apreendendo bens, veículos, propriedades, produtos florestais e instrumentos utilizados na prática do crime. Para isso, a unidade conta com diversas fontes de pesquisas abertas e fechadas que contribuem para um trabalho de eficiente em todo estado.
“A atuação em todo o Estado de Mato Grosso é complexa, haja vista que é um estado grande e agrega os três biomas. Portanto, o policial que atua na unidade precisa conhecer as particularidades de cada um. Para tanto, é preciso muita dedicação e profissionais comprometidos e bem preparados, e nesse ponto a Dema têm buscado constantemente melhorias em equipamentos e capacitação para um atendimento mais eficiente”, aponta a delegada.
Desmate químico
Em uma das maiores investigações da história, a Dema apurou o maior desmate químico realizado no Brasil, em uma área de mais de 80 mil hectares, relacionada a 11 propriedades rurais no Pantanal.
A investigação, que resultou na Operação Cordilheira II, iniciou em 2022 para apurar a denúncia de uma propriedade rural localizada no município de Barão de Melgaço (a 109 km de Cuiabá), que estava utilizando agrotóxico na região do Pantanal para promover a limpeza de vegetação nativa.
A conduta investigada resultou na mortandade de espécies arbóreas mediante o uso irregular e reiterado de 25 tipos de agrotóxicos em área de vegetação nativa, promovendo o desmatamento ilegal nas 11 propriedades rurais. A aplicação dos produtos tóxicos se deu por via aérea, tornando mais grave a situação.
No inquérito policial instaurado na Dema, três pessoas foram indiciadas, sendo o dono das propriedades, o agrônomo responsável pela definição e compra dos agrotóxicos e o piloto do avião que fez aplicação dos produtos tóxicos. Pelo crime ambiental cometido, um único infrator foi multado em mais de R$ 2,8 bilhões, a maior sanção administrativa já registrada pela Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT).
Crimes contra a flora
Ainda com foco no combate aos crimes contra a flora, a Dema atuou em mais 10 operações próprias e três operações integradas com outros órgãos ambientais, que apuraram situações de desmate ilegal em áreas de preservação, além do transporte, armazenamento e venda ilegal de madeira.
Os trabalhos resultaram na apreensão de 40 m³ de madeira ilegal, 15 motosserras, 12 tratores, 13 caminhões, além de seis armas de fogo, 128 munições, quatro placas solares e três coletes balísticos.
Crimes contra a fauna
As operações de combate a crimes contra a fauna também tiveram grande destaque no primeiro semestre, resultando na vistoria de centenas de veículos e dezenas de embarcações.
Os trabalhos resultaram na apreensão de, aproximadamente, 38 quilos de pescados e 738 unidades de peixes soltos, além da apreensão de diversas redes, tarrafas e mais de R$ 5,3 mil em multas aplicadas.
Na operação Fauna Livre, os policiais da Dema fizeram a apreensão e resgate de 18 aves que viviam em cativeiros e foram entregues aos órgãos de proteção e biodiversidade.
Em outra ação de fiscalização deflagrada no mês de junho, foram apreendidas três armas de fogo e 25 quilos de carne de caça de animal silvestre.
Maus-tratos de animais
As operações de combate a maus-tratos contra animais domésticos também foram um dos focos principais de atuação no primeiro semestre. No total, foram 11 operações, entre elas cinco fases da Operação Sansão, deflagrada de forma contínua com base em denúncias que chegaram à especializada.
Alguns casos dos casos em investigação tiveram grande clamor social, como de uma cachorra que perdeu a visão e da morte de duas cachorras da raça maltês que foram esquecidas dentro do veículo de um pet shop, que fazia o transporte dos animais.
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
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