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Polícia Militar e Polícia Federal apreendem 30 quilos de maconha em Sinop

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Equipes da Polícia Militar e Polícia Federal realizaram a apreensão de 30 quilos de substância análoga a maconha, durante ação integrada, no final da manhã deste sábado (08.10), em Sinop. Dois homens, de 23 e 29 anos, e uma mulher de 18 anos foram presos em flagrante por tráfico ilícito de drogas.

Conforme o boletim de ocorrência, por volta de 11h, a equipe do Grupo de Apoio (GAP) recebeu informações do setor de inteligência da Polícia Federal sobre suspeitos que estariam com grande quantidade de entorpecentes. Segundo a denúncia, a distribuição estaria ocorrendo a mando de uma organização criminosa.

Em diligências, as equipes policiais identificaram o veículo citado na denúncia e realizaram acompanhamento. Em determinado momento, foi visto o motorista retirando dois sacos pretos e transferindo para um suspeito, que estava em outro automóvel, que também foi acompanhado.

O segundo carro parou em frente a uma residência no bairro Jardim das Violetas. Ao ser aberto o porta-malas, os policiais identificaram que se tratava de uma grande quantidade de entorpecentes e realizaram abordagem ao condutor e a outros dois suspeitos que estavam dentro da casa.

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Em verificação à sacola que estava no veículo, foram encontrados 20 tabletes de maconha. Questionados sobre as drogas, o suspeito que dirigia o veículo afirmou que em sua residência havia mais entorpecentes.

As equipes policiais se deslocaram ao endereço informado pelo homem. No local, mais 10 tabletes de maconha, além de uma porção grande de cloridrato de cocaína, quatro frascos de óleo canabidiol, balanças de precisão e outros equipamentos utilizados para o tráfico de drogas foram encontrados.

Diante do flagrante, os três suspeitos receberam voz de prisão e foram encaminhados à sede da Polícia Federal de Sinop, junto com o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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