MATO GROSSO
Policiais militares de Várzea Grande apreenderam drogas e prendem suspeitos por tráfico
MATO GROSSO
Durante a primeira abordagem, os militares da Força Tática receberam informações de que um homem, monitorado por meio de tornozeleira eletrônica, estaria comercializando drogas nas proximidades do campo de futebol do bairro Coophamil.
Assim que chegaram no local apontado na denúncia, as equipes flagraram o suspeito, que correu para dentro da própria residência e em seguida tentou fugir pulando o muro das casas vizinhas, sendo detido em flagrante.
Com ele, os policiais apreenderam R$ 435 em espécie e seis porções de maconha. Questionado quanto a origem dos entorpecentes, ele confessou que estaria comercializando por estar desempregado e que teria outras trouxinhas em sua residência.
Durante buscas no imóvel foi encontrado dentro de um baú um pote com outras porções de maconha, dois aparelhos celulares, seis skunk e materiais para embalagem das drogas. O suspeito foi encaminhado à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Já no bairro Figueirinha, policiais militares do Grupo de Apoio, identificaram um homem em atitude suspeita no interior de um veículo Celta, branco. Ao perceber aproximação das equipes, o suspeito tentou sair em alta velocidade, mas foi detido.
Durante busca veicular, as equipes apreenderam onze porções de substância análoga à maconha. O suspeito confessou ser o proprietário das drogas e que estaria vendendo na região. Ele foi encaminhado à delegacia para demais providências que o caso requer.![]()
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.