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Politec oferece atendimento 24 horas para mulheres vítimas de violência

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) oferece atendimento 24 horas para vítimas de violência encaminhadas pela Polícia Civil, com equipes de enfermeiros, médicos legistas e psiquiatras que atuam em plantões ininterruptos. No primeiro semestre de 2023, a Diretoria Metropolitana de Medicina Legal já atendeu mais de 550 casos de violência contra a mulher, sendo eles perícias de lesão corporal, constatação de violência sexual, odontologia legal e violência psicológica.

A instituição reforça a campanha Agosto Lilás que busca conscientizar a sociedade sobre a necessidade do fim da violência contra a mulher, seja ela física, sexual, moral, psicológica ou patrimonial. O mês ainda visa intensificar a divulgação da importância da denúncia sobre os casos de violência.

A coordenadora de perícias em vivos do IML, Alessandra Carvalho Mariano, ressaltou a importância da divulgação das redes de apoio disponibilizadas pelo poder público para prevenir e punir os agressores, e evitar a ocorrência de novos casos de violência contra a mulher.

“Com a regularidade das divulgações e orientações da população, as mulheres se sentem mais seguras para denunciar. A informação é uma ferramenta importante nessa luta, é fundamental que vítimas, familiares e amigos identifiquem uma violação, busquem ajuda, denunciem o crime e quebrem o ciclo de violência.”, afirmou.

Nas unidades de medicina legal do Estado, são realizadas perícias com o objetivo de materializar e identificar a ocorrência de um crime.

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No Instituto Médico Legal (IML) do Bairro Jardim Industriário, em Cuiabá, as vítimas são recebidas na Sala Lilás, um ambiente acolhedor com profissionais capacitados e orientados a priorizar o atendimento para que a vítima se sinta mais segura. Há um projeto para a instalação dessas salas em todas as unidades do Estado.

A coordenadora faz um alerta para os sinais de violência psicológica. “Geralmente as mulheres são encaminhadas para o IML quando há sinais de violência física, entretanto, o IML também pode materializar quando há sintomas de violência psíquica. Nas delegacias, agora as mulheres estão identificando quando estão sofrendo este tipo de violência., ou seja elas já estão denunciando antes de o agressor a baterem”, comentou.

A perita oficial médico legista Veronica Brandão também destacou a importância da atuação dos profissionais de saúde desde os primeiros atendimentos à vítima.

“Os profissionais da saúde devem possuir uma visão critica, para qualquer suspeita, em caso de uma lesão de origem mal explicada, acionar os policiais para averiguação, pois muitas vezes as vítimas buscam apenas o atendimento em unidades de saúde e não buscam uma delegacia”, disse Verônica.

A Lei Maria da Penha foi promulgada em 7 de agosto de 2006 por meio da Lei Federal n.º 11.340, visa reduzir e punir os casos de violência contra a mulher.

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Reconhecer as fases do ciclo de violência é parte fundamental para que se possa encerrá-lo com maior facilidade. A “fase 1” consiste no aumento da tensão, onde o agressor o agressor mostra-se tenso e irritado por coisas insignificantes, chegando a ter acessos de raiva. Ele também humilha a vítima, faz ameaças e destrói objetos. A “fase 2” corresponde ao ato de violência propriamente dito, onde a falta de controle chega ao limite e toda a tensão acumulada na fase anterior se materializa em violência verbal, física, psicológica, moral ou patrimonial.

A fase três corresponde ao arrependimento e comportamento carinhoso, também conhecida como “lua de mel”, que se caracteriza pelo arrependimento do agressor que se tona amável para conseguir a reconciliação.

Denuncie

Para denunciar um caso de violência doméstica, entre em contato com a Central de Atendimento à Mulher Violentada, 180 em todo território nacional, 181 em todo o Estado mato-grossense ou 190 para entrar em contato com a polícia militar e 197 para falar com a polícia civil, todos os canais de comunicação funcionam 24 horas por dia, todos os dias da semana incluindo fim de semana e feriados. A denúncia é confidencial.

Fonte: Governo MT – MT

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“Tumores cerebrais estão entre as principais causas de óbitos em crianças”, reforça especialista

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O mês de maio é marcado pela campanha Maio Cinza, dedicada à conscientização sobre os tumores cerebrais, uma condição grave que exige atenção, informação e acesso rápido ao diagnóstico e tratamento adequado. A iniciativa busca alertar a população sobre sinais e sintomas, além de reforçar a importância da detecção precoce para aumentar as chances de controle da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11.400 novos casos anuais de câncer cerebral e do sistema nervoso no Brasil. Em Mato Grosso, a taxa projetada fica em torno de 140 casos. De acordo com o médico cancerologista pediátrico e coordenador científico do projeto de Diagnóstico Precoce da Associação de Amigos da Criança com Câncer (AACCMT), Dr. Wolney Taques (CRM-MT 3592, Cancerologia Pediátrica-RQE-48), os tumores cerebrais estão entre as condições neurológicas mais complexas e desafiadoras da medicina e as que mais causam óbitos.

“Sabemos que esses tumores podem acometer pessoas de qualquer idade. No entanto, em crianças, eles estão entre as principais causas de mortalidade, juntamente com casos de leucemia e linfoma. Trata-se de um tipo de câncer bastante agressivo, que pode deixar sequelas”, explicou o médico.

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Embora não sejam necessariamente a forma mais comum de câncer, eles estão associados à alta gravidade clínica, especialmente devido ao impacto que podem causar em funções vitais do sistema nervoso central. Em muitos casos, o diagnóstico tardio contribui para a piora do prognóstico, o que torna a conscientização ainda mais essencial.

Entre os principais sintomas que merecem atenção estão dores de cabeça persistentes e progressivas, alterações visuais, convulsões, mudanças de comportamento, dificuldades motoras e problemas de fala ou memória. A presença desses sinais não significa necessariamente a existência de um tumor, mas indica a necessidade de avaliação médica especializada.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética são fundamentais para identificar alterações no cérebro e permitir a definição da conduta terapêutica mais adequada, que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do caso.

“É fundamental destacar que crianças que apresentem sintomas devem ser avaliadas por um médico pediatra. Caso haja suspeita de tumor cerebral, o encaminhamento imediato para um especialista em oncologia pediátrica é essencial, pois aumenta as chances de cura e reduz o risco de sequelas. Tanto o pediatra quanto o especialista em oncologia pediátrica podem solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que são decisivos para confirmar o diagnóstico”, concluiu.

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Ao longo desses 27 anos, a AACCMT já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos. Entre eles alguns casos de tumores cerebrais.

“Nosso objetivo é oferecer todo o apoio necessário para que crianças e adolescentes possam realizar o tratamento adequado e receber acompanhamento psicológico, com a participação da família, sem comprometer a rotina escolar por estarem afastados de casa”, pontuou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT

A AACMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

A associação disponibiliza também alimentação, transporte, atendimento psicossocial e acompanhamento multiprofissional, iniciativas que fazem a diferença na jornada de quem enfrenta a doença. Tudo isso é realizado de forma gratuita.

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