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Prefeita de Carlinda protocola renúncia do cargo, mas seguirá na função até 31 de janeiro

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A prefeita de Carlinda, Carmelinda Leal Martines Coelho (União), protocolou às 09h30 na manhã desta terça-feira (03.01) a carta de renúncia do cargo, cumprindo a promessa de deixar à função pública por não aceitar a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Porém, Carmelinda seguirá até 31 de janeiro na função para cumprir o período de transição de Governo – para posteriormente empossar seu vice-prefeito Pastor Fernando de Oliveira (PSC) assumir o cargo. Confira documento na íntegra.

A permanência no cargo foi decidida em após reunião entre a Carmelinda, Pastor Fernando e o presidente da Câmara Municipal, vereador José Henrique Bertipaglia (União).

Na reunião, a prefeita afirmou que todo processo para encerramento de seu mandato, como ações em andamento, contas públicas, fechamento das pastas das Secretarias Municipais, de modo que todo trâmite necessário está em avançada fase, sendo esses próximos 29 dias de transição suficientes para que o novo prefeito fique atualizado de tudo que está ocorrendo na cidade.

O presidente da Casa de Leis, José Henrique, informou que irá convocar uma sessão extraordinária da Câmara para leitura da carta de renúncia da prefeita Carmelinda Leal, para posteriormente convocar Pastor Fernando de Oliveira para assumir o cargo. Serão oficializados também a Justiça Eleitoral de Mato Grosso e o Tribunal de Contas do Estado, sobre a renúncia do cargo.

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VGN

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Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá

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O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.

O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.

Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.

Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.

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Alex Rodrigues propõe comissão permanente

Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.

Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.

Curitiba é citada como exemplo

Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.

Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.

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Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.

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