MATO GROSSO
Prefeito determina conserto de ‘reforma’ entregue no último dia da intervenção do Estado; banheiros estão sem portas, USF já alagou e registra falta de remédios
MATO GROSSO
Telhas antigas pintadas, goteira na sala dos medicamentos. Isso sem contar que o ‘abastecimento’ de remédios se resume a uma mínima quantidade. Como exemplo prático, a unidade dispõe de apenas uma única caixa de Histamin (antialérgico) e outras quatro do medicamento Ácido Tranexâmico (usado para conter hemorragias). Na pressa de entregar uma ‘suposta’ reforma da UBS Ouro Fino/Serra Dourada, o gabinete de intervenção do Estado esqueceu das tomadas na sala que seria utilizada pelos agentes de endemias. Vale esclarecer que a sala só conta com as paredes e nenhum computador, o que torna o espaço sem uso.
Outro detalhe interessante: o banheiro só tem três buracos no chão e nenhum sanitário ou porta. Já o banheiro destinado ao PCD conta com um detalhe ainda mais peculiar, uma cadeira de rodas não passa na porta. De um total de cinco banheiros, apenas um está em ‘regular’ funcionamento.
A descrição acima é da Unidade de Saúde da Família (USF) Ouro Fino/Serra Dourada. O espaço, que também alagou dois dias após sua entrega oficial pelo gabinete de intervenção do Estado em 31 de dezembro, foi vistoriado na manhã desta quinta-feira (4) pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, que já determinou a resolução das demandas. A gestão da saúde municipal foi retomada no dia 1º de janeiro de 2024.
“A descrição acima é a comprovação de um serviço feito às pressas e que serviu apenas para entrar nas estatísticas de obras mal feitas pelo gabinete de intervenção do Governo do Estado na saúde pública”, declarou o prefeito.
Os funcionários relataram a dificuldade para atender a população, pois na sala de vacinação não foram disponibilizados materiais básicos para o procedimento, como cadeira especial para acomodar os pacientes na hora do atendimento, mesa auxiliar, e nem mesmo macas para realizar consultas e exames.
Outra preocupação dos servidores da unidade, é a má conservação de medicamentos e vacinas já que a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é para que os insumos sejam mantidos em salas refrigeradas. No entanto, nem a farmácia da USF ou sala de vacinas possuem climatização adequada.
O chefe do Executivo Municipal declarou ainda que está insatisfeito e muito preocupado com a real situação encontrada, se tratar de uma judiação e falta de respeito com a população usuária do Sistema Único de Saúde – SUS, além dos gastos com o dinheiro público. “Mas isso são águas passadas, todas essas irregularidades estão sendo denunciadas e os órgãos de controle, a Justiça irão investigar. Eu não tenho que ficar aqui falando do que passou. Eu tenho é que ser prefeito da capital e dar solução aos problemas que afligem a população cuiabana”, ressaltou.
Diante desse cenário, o prefeito anunciou uma força-tarefa para corrigir os problemas e entregar uma obra de qualidade, que atenda às necessidades da comunidade. As irregularidades estão sendo denunciadas, e os órgãos de controle e a justiça serão acionados para investigação. O prefeito enfatizou a necessidade de focar em soluções e superar os desafios para oferecer um serviço de saúde eficiente e de excelência à população cuiabana.
“Apesar das péssimas condições do local, vamos fazer o melhor e o possível para atender aos usuários. A população não tem culpa”, afirmou a técnica de enfermagem, Elizabeth Bezerra Hossaki.
“Além dos prejuízos materiais, a estrutura da unidade demonstrou incapacidade de resistir às chuvas, comprometendo gravemente a prestação de serviços de saúde à população. Cidadãos que esperavam encontrar um local digno e seguro para receber atendimento de qualidade se veem desamparados em meio a um desastre causado”, finalizou o prefeito.
Na última terça-feira (02), um vídeo publicado no Instagram mostrou a unidade alagada após a ocorrência da chuva, gerando indignação e críticas.
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
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