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Prefeitos destacam avanços: “Depois de 40 anos de esquecimento, estamos vivendo o desenvolvimento promovido pelo Governo”

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O governador Mauro Mendes vistoriou, nesta sexta-feira (18.08), as obras do novo Hospital Regional e de infraestrutura urbana em Alta Floresta. A ida do governador ao município reuniu prefeitos do Nortão de Mato Grosso, que destacaram o avanço no desenvolvimento de toda região, promovido, sobretudo, pelas obras e ações realizadas pelo Governo.

“Depois de 40 anos de esquecimento, graças ao governador e seu time de secretários, que investem em diversas obras e ações, nossa região está avançando dia a dia”, afirmou o prefeito de Apiacás, Júlio César dos Santos (Júlio da Papelaria).

“É realmente uma transformação que está acontecendo na nossa região. Além do Hospital Regional que está em construção, temos ações de infraestrutura, como ponte, logística e asfalto em todos os municípios, que contribuem para o desenvolvimento local”, acrescentou Edemilson Marino, prefeito de Nova Monte Verde.

Na região, o Governo de Mato Grosso constrói, ao investimento de R$ 131,8 milhões, o novo Hospital Regional de Alta Floresta, que contará com 151 leitos para atender todo o Norte do Estado.

“Ficamos muito felizes ao chegar aqui e ver esse sonho se realizando, um sonho da população, mas também do Governo de Mato Grosso. Esse é o papel do Estado, criar uma boa infraestrutura, colocar equipamentos com tecnologia, remédios e insumos à disposição dos profissionais de saúde, para que possam atender bem, com qualidade e eficiência”, destacou o governador.
Acompanhando a visita, o prefeito de Paranaíta ponderou que a nova unidade vai solucionar um dos maiores gargalos da região.

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“A saúde era o nosso maior sofrimento, então somos muito gratos pelo apoio que estamos tendo com as obras na região. Sem esse olhar do Governo do Estado, não teríamos esse desenvolvimento que estamos vivendo”, apontou.

O prefeito de Alta Floresta, Chico Gamba, também ressaltou que desde o início da gestão o Governo do Estado tem investido para garantir o desenvolvimento da Região Norte, e ressaltou que a parceria é fundamental para as melhorias nos municípios.

“Todo compromisso que o governador assume, ele cumpre, e ele acompanha de perto o andamento das obras. Se hoje os municípios estão andando a passos largos, é porque tem muita contribuição do Governo do Estado. Essa parceria está fazendo um Mato Grosso diferente e coloca nossa região em pleno crescimento”, avaliou.

Vistoria às obras

Acompanhado do secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e do Secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, o governador Mauro Mendes vistoriou as obras do Hospital Regional e dos bairros Jardim Oliveiras e Jardim Universitário, que contam com convênios do Estado.

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A comitiva, composta ainda por outros secretários de Estado, deputados estaduais, federais, senadores e prefeitos locais, também participou da entrega de armamento para a Polícia Militar do município e das obras de asfaltamento nos bairros Jardim Renascer e Boa Nova.

Antes de Alta Floresta, o governador também entregou 30 leitos pediátricos no Hospital Regional de Sinop. A programação de visitas técnicas segue no período da tarde nos municípios de Carlinda e Novo Mundo.

Comitiva

Acompanharam as agendas o senador Jayme Campos, a deputada federal Flavinha Rodrigues, os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, Nininho e Valter Miotto, os secretários de Estado César Roveri (Segurança), Laice Souza (Comunicação), Allan Kardec (Ciência e Tecnologia), e o comandante-geral da Polícia Militar, Alexandre Mendes.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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