MATO GROSSO
Prefeitura encerra programação alusiva ao Dia Nacional do Idoso com participação do Ministério Público
MATO GROSSO
Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, encerrou na última semana a programação especial em comemoração ao Dia Nacional do Idoso, celebrado em 1º de outubro. As unidades dos Centros de Convivência de Idosos (CCI’s) e Centros de Referência de Assistência Social (Cras), que oferecem o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) para pessoas idosas, realizaram ao longo do mês diversas ações, incluindo palestras, rodas de conversa, dinâmicas, gincanas, oficinas, contação de histórias, dias de beleza, passeios e bailes.
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi um parceiro importante da Prefeitura nesse evento. O promotor da 34ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá, especializada na Pessoa com Deficiência e Idosos, Wagner Fachone, foi um dos palestrantes. Ele abordou um tema de extrema importância relacionado à defesa dos direitos da pessoa idosa e enfatizou a importância da aproximação entre o Ministério Público e a comunidade. Isso aconteceu na última quinta-feira (26) no CCI João Guerreiro. O promotor expressou sua satisfação em participar de um evento tão significativo, destacando que a interação com a população que frequenta as unidades municipais proporciona um espaço para que eles expressem suas demandas e reivindicações, permitindo assim que medidas sejam adotadas para atender às necessidades.
Wagner Fachone também salientou que eventos desse tipo facilitam o acesso à criação de um canal de comunicação entre a sociedade e o Ministério Público. Desde o início de seu mandato em 2017, a gestão de Emanuel Pinheiro tem dado atenção especial à população idosa de Cuiabá, implementando políticas eficazes para oferecer serviços de alta qualidade. Todos os cuidados e o suporte necessários estão disponíveis nas quatro unidades dos Centros de Convivência de Idosos (CCI) da Prefeitura de Cuiabá, que são o Padre Firmo, Aidee Pereira, Maria Ignes e João Guerreiro.
Atualmente, a rede coordenada pela Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência conta com 1.287 idosos cadastrados, distribuídos nas quatro unidades dos CCI. Pela manhã, são oferecidas diversas atividades, como ginástica, musculação, rodas de conversa, aulas de dança, Ensino de Jovens e Adultos (EJA) e caminhadas.
MATO GROSSO
Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos
Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.
Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.
Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.
“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.
Os erros financeiros mais comuns entre casais
Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.
Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.
Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.
Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.
“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.
Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos
Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.
“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.
Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.
Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:
Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.
“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.
Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor
Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?
De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”
Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.
Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.
Construindo o futuro juntos
Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.
Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.
“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.
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