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Prefeitura libera tráfego no novo trecho duplicado da Avenida Fernando Correa

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Visando atender as reivindicações de comerciantes e usuários da avenida Fernando Corrêa, nas imediações do antigo aeroporto, agora Unemat, a prefeitura anunciou para esta sexta-feira (10), a abertura do tráfego nas pistas recém-duplicadas da referida avenida, que se encontravam em obras.

Toda a duplicação e pavimentação do trecho foi concluída! Todavia em razão do local se constituir num ponto importante de acesso e saída da cidade sentido capital – Cuiabá. A prefeitura atendeu às demandas dos usuários, moradores e comerciantes instalados ao longo da citada via, e mesmo restando concluir algumas partes, como: calçadas, gramagem dos canteiros e instalação da iluminação, vai liberar o trânsito e a trafegabilidade no local.

Diante das interdições necessárias para a realização das obras, muitos transtornos acabaram acontecendo e dificultando a vida dos usuários e comerciantes dispostos ao longo da avenida, que viram o tráfego ser reduzido praticamente a zero, enquanto transcorriam as obras.

A secretária municipal de Infraestrutura Luana Alencar destacou que a liberação do trecho mesmo com as obras inconclusas, vai desafogar o tráfego e facilitar a ligação da Fernando Corrêa com as BRs-163 e 364, tanto para quem chega a cidade, como para quem a deixa.

Com a liberação, os comerciantes voltarão a poder receber seus clientes, e os usuários poderão circular pelo local tranquilamente, acessando mais facilmente os bairros circunvizinhos. No entanto Luana sugere atenção e cuidados redobrados aos usuários que passarem pelo local, já que ainda haverão trabalhadores atuando na obra, na finalização das calçadas, gramagem dos canteiros centrais e rotatórias, bem como na instalação das luminárias de led ao longo do trecho.

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O prefeito José Carlos do Pátio, em sua fala à imprensa destacou as obras de infraestrutura que estão sendo desenvolvidas e que visam sobretudo, a melhoria na mobilidade urbana e desafogamento do tráfego na cidade. “Nós estamos abrindo a cidade toda! De forma sutil eu começo pela avenida Goiânia: que estamos abrindo e interligando com o anel viário. Também duplicamos a avenida Rio Branco ligando-a ao Anel Viário! E também duplicamos a avenida Poguba, ligando a Otaviano Muniz ao Horto Florestal. Nós também fizemos a avenida Otaviano Muniz partindo da Poguba até a BR 364”, explicou.

Pátio ainda destacou a parceria com o Governo do Estado na construção da avenida W11 que interliga a BR 364 com a região do Jardim Atlântico. “Nós ainda fizemos a duplicação da avenida dos Estudantes e as duas binárias marginais. Então se as pessoas observarem, nós abrimos muito a cidade, para melhorar a trafegabilidade na cidade. Ainda vamos duplicar a Bandeirantes ligando-a ao Anel Viário. O que eu quero dizer é o seguinte: estamos abrindo a cidade e vamos abrir ainda muito mais! Nesta sexta-feira (10) nós teremos mais notícias boas para a cidade, através de uma parceria com o senador Wellington Fagundes e o companheiro Paulo José que auxiliou nessas negociações, discutindo exatamente as melhorias da trafegabilidade na cidade e região” explicou.

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O prefeito ainda garantiu que vai intensificar a melhoria na sinalização na cidade, que possui uma população em torno de 250 mil habitantes e uma frota de veículos entre motos, carros e caminhões girando em torno de 200 mil, e que precisa que se façam melhorias constantes na sinalização.

Já o diretor-presidente do Sanear, Paulo José, que tem sido um importante articulador político das pautas e demandas de parceria entre a prefeitura, o Governo do Estado e o Governo Federal, falou sobre a última reunião que teve com a Sinfra/MT, onde foram acertados os últimos detalhes do projeto de R$ 70 milhões que envolve a duplicação dos 16,5 km do Anel Viário Conrado Sales de Brito, bem como, uma solução técnica para os dois maiores entraves e gargalos do trânsito rondonopolitano, que são a rotatória da Avenida dos Estudantes ligando ao Anel Viário, e ainda o gargalo do cruzamento da Avenida Fernando Corrêa com a Lions Internacional e a avenida Otaviano Muniz.

Paulo falou ainda sobre o projeto já em andamento para construção de uma via binária paralela ao início da avenida dos Estudantes, ligando a confluência da avenida Lions Internacional até o residencial Colina Verde.

Na verdade, todos estes projetos e ações políticas segundo os administradores, visam sobremaneira, melhorar a trafegabilidade e a mobilidade urbana da cidade.

 

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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