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Prêmio Jejé de Oyá homenageia protagonistas negros neste sábado (1º) em Cuiabá

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A cerimônia da terceira edição do Prêmio Jejé de Oyá será realizada no próximo sábado (01.06), a partir das 19h, no Teatro Zulmira Canavarros, em Cuiabá. O evento, que homenageia e premia protagonistas negros de Cuiabá e da baixada cuiabana, é patrocinada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT),

“Nosso agradecimento à Secel por mais uma vez dar condições para a realização do Prêmio Jejé de Oyá. Mais que uma premiação, é um tributo aos personagens negros que, com sua luta, resistência e criatividade, contribuem para o desenvolvimento do Estado em diversos setores”, destaca o idealizador e coordenador da premiação, Jeferson Bertoloti.

Serão premiadas personalidades negras que se destacam nas áreas de alimentação e gastronomia, artes visuais, comunicação e jornalismo, afrocientífico, escrita artística, estética da identidade negra, impacto social, mídias sociais, performances artística e física. Para cada área de atuação há três indicados, que são escolhidos por júri técnico composto por especialistas em questões étnicos-raciais.

Além do júri técnico, nesta edição a premiação conta ainda com voto popular, em que o público aponta o seu favorito por área de atuação em enquete realizada no instagram @bemtiviacademiadearte. Após três dias de votação na semana anterior, a enquete volta a ser aberta durante a sexta-feira (31.05).

Outra novidade da agenda deste ano foi a realização de exposição de artes visuais e encontros com artistas, como o grafiteiro, Babu 78, a dançarina Izzy Lima, a cineasta Juliana Segóvia, dentre outros. A programação ainda incluiu o Pocket Show ‘Exaltando Nossas Cores’, em que a poetisa e presidente da Academia Mato-grossense de Letras, Luciene Carvalho, conduziu entrevistas com os seis protagonistas homenageados da edição.

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O Prêmio Jejé de Oyá 2024 também homenageia seis protagonistas negros que são destaques nas suas áreas de atuação. As homenagens deste ano serão feitas à presidente do Tribunal Regional do Trabalho, Adenir Carruesco, ao gestor cultural Jan Moura, ao servidor público João Bosco Cajueiro, à produtora cultural Lindisey de Sá, ao delegado Nilson Farias de Oliveira e à presidente do grupo folclórico Flor do Campo, dona Matilde da Silva.

Após a cerimônia de entrega das premiações e homenagens, a festa de encerramento acontece no pátio do Teatro Zulmira Canavarros e terá diversas atrações musicais. Com entrada gratuita, os ingressos para a premiação e festa já estão esgotados.

Toda a programação é realizada pela Bemtivi Academia de Arte, que conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, via emenda parlamentar; Assembleia Legislativa de Mato Grosso; e outros parceiros.

Confira a lista dos indicados por cada categoria em 2024:

Alimentação e Gastronomia: Sol do Quintal do Boa, Dona Irene (doces) e Dona Jura Gregório
Artes Visuais: Tchello Santos, Carlos Pina e Edson Ferreira
Comunicação e Jornalismo: Dríade Aguiar, Aldair Santos e Adão Oliveira
Destaque Afrocientífico: Gonçalina Eva Almeida de Santana, Mory Marcia Oliveira e Ton dos Santos
Escrita Artística: Paty Wolf, Silviane Ramos e Neurozito Barbosa
Estética da Identidade Negra: Mizizi Espaço Afro, Diela Tranças e Pamela Natural
Impacto Social: Coletivo Mulheres Essência, Hip Hop Combate as Drogas e Escola de Futebol Boa Esperança
Mídias Sociais: Lista Negra, André d’Lucca e Jhonny Everson
Performance Artística: Jefferson Neves, Ronaldo José e Alice Oliveira
Performance Física: Nadir Sabino, Melissa Arruda e Pedro Pio

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Quem foi Jejé de Oyá

A figura emblemática de Jejé de Oyá, que inspira o prêmio, tem como nome de batismo José Jacintho Siqueira de Arruda. Colunista social, alfaiate e carnavalesco, foi um ícone em Cuiabá entre as décadas de 50 e 80, conhecido por sua irreverência e estilo inconfundível.

Jejé deixou sua marca desafiando estigmas e confrontando a elite local, enquanto ganhava corações com sua presença marcante. Seu legado inspira e motiva até hoje e, em 2017, foi reconhecido pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso como patrono do colunismo social do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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