MATO GROSSO
Prêmio MT Artes abre inscrições para homenagear e reconhecer trabalho de artistas mato-grossenses
MATO GROSSO
“Este prêmio homenageia e reconhece o trabalho dos profissionais da cultura do Estado, bem como proporciona mais visibilidade para as produções artísticas mato-grossenses”, destaca o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), Jefferson Neves. O projeto é desenvolvido pela Secel via MT Escola de Teatro, em parceria com a Associação Cultural Cena Onze.
Podem se inscrever ao prêmio artistas, produtores culturais e arte educadores com mais de 18 anos, que vivem em Mato Grosso. Para habilitar a candidatura é preciso apresentar documentos que comprovem as produções artísticas de janeiro de 2022 a julho de 2023. Todos os pré-requisitos estão descritos no Edital do Prêmio MT Artes.
A primeira edição ocorreu em 2021, com 15 vencedores nas categorias teatro, dança, literatura, artes visuais e audiovisual.
“O Prêmio MT Artes valoriza e traz o protagonismo para os fazedores da cultura no Estado. Além de dar destaque para esses artistas e profissionais, também é importante para apresentar à sociedade importantes trabalhos artísticos que estão se destacando em Mato Grosso”, ressalta o diretor artístico do Cena Onze, Flávio Ferreira.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 12 de setembro, exclusivamente pelo e-mail coordenacao.cenaonze@gmail.com. A definição dos vencedores será feita por habilitação e seleção, e a lista dos selecionados será divulgada no dia 22 de setembro.
A cerimônia de premiação será no dia 27 de setembro, no Cine Teatro Cuiabá.
Serviço
Inscrições para o 2º Prêmio MT Artes
Quando: Até 12 de setembro
Inscrições online pelo e-mail: coordenacao.cenaonze@gmail.com.
Mais informações: Edital Prêmio MT Artes
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.