MATO GROSSO
Primeira-dama de MT apresenta SER Família e SER Família Indígena na COP 28
MATO GROSSO
A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, apresentou os programas SER Família e SER Família Mulher, em um painel durante a COP 28, nesta segunda-feira (04.12), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Virginia é a única primeira-dama convidada a falar de programas sustentáveis de Mato Grosso em uma COP e é madrinha dos povos indígenas. Os programas foram idealizados por ela e são executados pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania.
A apresentação durante o painel “Empoderamento dos povos indígenas: uma jornada de equidade de gênero e turismo sustentável” e também contou com a secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, Grasi Bugalho.
“O grande diferencial do programa SER Família é o envolvimento das primeiras-damas dos municípios de Mato Grosso, pois elas conseguem mobilizar o necessário para alcançar realmente aquelas famílias que mais precisam. E o SER Família Indigena tem o grande objetivo de reconhecer e atender às especificidades culturais e necessidades de cada comunidade”, afirmou a primeira-dama.
Ela destacou ainda que os programas buscam o empoderamento das mulheres e dos povos indígenas, dando o suporte necessário para que tenham voz ativa e possam superar as vulnerabilidades e desafios.
“As mulheres têm um papel crucial nas decisões e na implementação do programa, para que sejam incentivadas ao empreendedorismo, com apoio, recursos e oportunidades para aprimorar suas habilidades comerciais, garantindo independência econômica. Outra defesa que fazemos é de penas mais duras contra agressores e a violência doméstica, para que as vítimas fiquem de fato protegidas e totalmente atendidas”, asseverou.
“Já o SER Família Indígena busca promover o desenvolvimento sustentável nas comunidades alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para aprimorar o acesso à educação, saúde, oportunidades econômicas e preservação do patrimônio cultura”, completou Virginia Mendes.
Durante a apresentação, a secretária de Assistência Social pontuou que os programas foram desenvolvidos com o grande objetivo de atender as especifidades e diminuir as desigualdades sociais.
“Em Mato Grosso, os índices de desigualdades ainda são um desafio a ser superado. O governo já investiu R$ 1 bilhão no social e esse investimento é uma forma de atender aos vulneráveis e também incentivar a capacitação e empreendedorismo para que possam buscar o próprio desenvolvimento”, disse Grasi.
No caso do SER Família, as mulheres são incentivadas a buscar cursos de qualificação, por meio do SER Família Capacita, e também são atendidas de forma transversal em diversas outras áreas, como o empreendedorismo com abertura de linhas de crédito pela Desenvolve MT, auxílio moradia e atendimento psicológico e social.
Já o SER Família Indigena atende as comunidades com a transferência de renda e segurança alimentar, promovendo autonomia aos povos.
Também participaram do painel o cacique da aldeia Wazare, Rony Paresi, e sua esposa Valdirene, e o diretor técnico do Sebrae, André Schelini. Além da embaixatriz da Síria, Cláudia Abbas, da presidente do Conselho de Mulheres de Negócios dos Emirados Árabes Unidos, Farida Kamber Al Awadhi, e da Relações Públicas da ONU, Anna Rosenberg.
*Delegação de MT*
Fazem parte da comitiva mato-grossense os indígenas Andriele Nezokenazokero, Alex Onaezokemae, Valdirene Zakenaezokero, Dejanira Quero, Pedro Paulo Onaezokemae e Ivo Zokenazokemae.
E também os deputados estaduais Paulo Araújo e Max Russi, a prefeita de Jaciara, Andreia Wagner, o prefeito de São José do Xingu, Dr. Sandro, e a primeira-dama do município, Suelen Rodrigues, o procurador-geral de Contas, Alisson Alencar, os secretários de Estado Mauren Lazaretti (Meio Ambiente), Grasielle Bugalho (Assistência Social e Cidadania) e César Miranda (Desenvolvimento Econômico), o presidente do Instituto Mato-grossense da Carne, Caio Penido e o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso, Silvio Rangel.
A primeira-dama Virginia Mendes custea todas as despesas da viagem com recursos próprios.
O hub Equity Lounge onde ocorreu a apresentação é uma parceria do Governo de Mato Grosso, por meio da MT Par e Desenvolve MT, com a Marfrig, Amaggi e Sebrae.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa
O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.
Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.
“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.
O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.
“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.
Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.
Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.
“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.
Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.
“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.
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