MATO GROSSO
Primeira-dama recebe doação de R$ 250 mil do Sicoob para atender pessoas em situação de vulnerabilidade social
MATO GROSSO
A Primeira-dama Virginia Mendes, através de seus esforços junto a parceiros, realizou, nesta quinta-feira (09), a entrega de cheques simbólicos, juntamente com o diretor executivo do Sicoob Credisul, Vilmar Saugo, a algumas entidades voltadas para trabalhos em prol de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social.
O Banco Sicoob, que é o maior sistema financeiro cooperativo do país e é composto por cooperativas financeiras e empresas de apoio, fez a doação de R$ 250 mil à primeira-dama.
“O Sicoob fez esta doação do recurso financeiro no ano passado, mas por falta de documentação adequada de algumas entidades, só foi possível realizarmos a entrega agora”, explica Virginia Mendes.

A instituição financeira escolheu e preestabeleceu os valores a cada contemplado.
“Quando fazemos essas ações sociais, a gente mostra o lado humano do cooperativismo. E aqui hoje, a nossa ação é tão humilde diante do tamanho da ação social que a dona Virginia faz em todo o Estado de Mato Grosso. Estamos muito felizes em poder contribuir com essas instituições e agradeço a dona Virgínia por nos dar a oportunidade de mostrar o lado humano do cooperativismo. Nossa função enquanto cooperativa financeira é muito maior do que simplesmente o crescimento econômico”, destacou Vilmar Saugo.

As entidades beneficiadas com estes recursos e que receberam o cheque do Sicoob foram:
Paróquia São José Operário – Diocese de Rondonópolis (R$ 30.000,00), que presta atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade social, fornecendo alimentos. Busca fortalecer os vínculos que foram interrompidos ou fragilizados.
Cordemato – Central das Organizações do Estado de MT (R$ 130.000,00), atende crianças com dificuldades múltiplas, buscando a inclusão social e desenvolvimento integral.
Paróquia São João Bosco – Mitra Arquidiocesana de Cuiabá (R$ 30.000,00), atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade social fornecendo alimentos para fortalecer a comunidade.
Associação de Moradores e Produtores Rurais do Rio da Casca (R$ 30.000,00) – desenvolve trabalho social através da padaria comunitária, fortalecendo famílias da região.
Associação Comunidade Valentes de Davi (R$ 30.000,00), acolhe atualmente cerca de 500 pessoas com histórico de dependência química para que permaneçam de livre vontade e tenham uma vida produtiva na instituição e na sociedade.

O projeto da Associação Valentes de Davi, um dos contemplados com o recurso, atende cerca de 500 pessoas moradoras de rua. “Esse recurso chegou em boa hora, pois nosso aluguel está atrasado há oito meses e não teríamos condições de pagar se não fosse com essa ajuda da primeira-dama. Agradeço muito a esse governo e a dona Virginia que nos enxergou. Estou muito feliz e emocionada por receber essa ajuda”, disse a pastora Fátima, que é presidente da associação.
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.