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Procons de Mato Grosso planejam ações conjuntas em reunião técnica

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Novas legislações, golpes contra os consumidores, leitura de energia elétrica e acúmulo de consumo, garantia legal e contratual, transporte rodoviário de passageiros e fiscalização do comércio varejista. Esses são alguns dos assuntos sobre a defesa do consumidor que serão tratados durante a 44ª Reunião Técnica de Procons. O evento, que iniciou nesta segunda-feira (25) e prossegue nesta terça-feira (26), reúne cerca de 120 servidores de Procons Estadual e Municipais de Mato Grosso.   

Durante a abertura, a secretária adjunta de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-MT), Márcia Santos, lembrou que a capacitação é uma ação permanente da Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc), por meio do Procon-MT.

“A proteção dos direitos do consumidor é um trabalho em rede. Quero agradecer a todos que se dispuseram a vir a Cuiabá para participar da nossa capacitação e podermos conversar e planejar ações em conjunto. Agradeço, também, aos órgãos parceiros dos Procons que estão participando da nossa Reunião Técnica. Todos nós conhecemos as dores que afligem os consumidores”, salientou a secretária adjunta.

O defensor público Carlos Eduardo de Souza enfatizou que a Reunião Técnica é de extrema importância para fomentar as temáticas consumeristas. “A Defensoria Pública é parceira dos Procons e parabeniza o órgão pela realização do evento. É essencial podermos conversar e trocar conhecimentos. O intercâmbio de informações fortalece a defesa do consumidor no Estado, pois permite que mais demandas sejam resolvidas no âmbito dos Procons, sem precisar que sejam judicializadas”, explicou Carlos Eduardo.

O delegado da Delegacia do Consumidor (Decon), Rogério Ferreira, também destacou a importância das Reuniões Técnicas. “É muito gratificante participar dessas capacitações, pois temos a oportunidade de conversar com servidores dos Procons Municipais, de cidades distantes que, por vezes, têm mais dificuldade para acessar a Decon. As Reuniões Técnicas promovem a integração entre a Delegacia do Consumidor e os Procons. Estamos à disposição dos coordenadores para ajudar e ser ponte entre o Procons Municipais e as delegacias do interior do Estado”, frisou.

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A capacitação continuou com palestra da conciliadora de Defesa do Consumidor e deputada federal, Gisela Simona, que falou sobre as novas legislações nas relações de consumo. Entre as novas legislações, está a Lei Estadual nº 12.460, que proíbe a interrupção do fornecimento de energia elétrica aos consumidores que mantiverem serviço de assistência doméstica (home care) enquanto perdurar o tratamento.

“Essa lei estadual foi publicada em 15 de março deste ano e entrará em vigor em 90 dias após a publicação. Para ter direito ao benefício, tão logo os equipamentos forem instalados, os consumidores deverão informar à concessionária. Entretanto, a proibição da interrupção do fornecimento de energia não suspende qualquer iniciativa de cobrança das faturas de consumo”, informa Gisela Simona.

Na sequência, a secretária de Assistência Social e Cidadania, Grasi Bugalho, falou sobre “Gestão Pública e proteção dos direitos sociais”. Diretrizes para o desenho de políticas públicas, Plano Plurianual, Plano de Trabalho Anual, programas, projetos, subprogramas e ações foram alguns dos assuntos abordados na fala da secretária.

“Quero parabenizar e agradecer o convite. Os servidores dos Procons trabalham com políticas públicas de promoção da defesa do consumidor. Por isso, é essencial entender de gestão pública e de projetos. Se um coordenador quiser melhorar o atendimento de seu Procon, ele terá de pensar em como fazer isso e elaborar e executar um projeto. Para entregarmos políticas públicas de qualidade e que reflitam em melhorias para a população, temos de nos qualificar em projetos”, destacou a secretária.

As diretoras do Procon de Confresa, Raira Moraes, e de Castanheira, Edna Moraes, disseram que as Reuniões Técnicas de Procons são uma grande oportunidade para os órgãos de municípios mais distantes. “É um momento de troca de experiências, de atualização, de união entre os Procons. Temos acesso a conhecimentos, que replicamos em nossos municípios e que qualificam o nosso trabalho”, pontuou Raíra.

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Edna Moraes destacou que todos estão ali pelos consumidores. “Em Castanheira, como em muitos Procons, empréstimo consignado é um dos problemas mais reclamados. Em nossos encontros podemos buscar soluções conjuntas para melhor atender os consumidores”, salientou.

Entrega de computadores

Durante a Reunião Técnica foi assinado convênio e realizada a entrega de computadores para 35 Procons Municipais. Os equipamentos foram comprados pelo Estado e doados aos municípios para serem utilizados na promoção da defesa do consumidor, conforme informou a secretária adjunta, Márcia Santos.

O diretor do Procon de Sorriso, Lene Engler, que recebeu um computador e um notebook enfatizou que os equipamentos vão agregar no atendimento prestado aos consumidores. “Para o Procon de Sorriso é de suma importância para qualificar o atendimento à população. Agradeço à Setasc e ao Procon”, avaliou.

Programação

O primeiro dia da 44ª Reunião Técnica de Procons foi encerrada com a palestra do conciliador de defesa do consumidor do Procon-MT, Jeferson Neves, sobre “Processo sancionador na prática”.

O evento prossegue nesta terça-feira (26), no Hotel Mato Grosso Palace, no centro de Cuiabá. Entre os assuntos discutidos no segundo dia do evento estão: Fiscalização de defesa do consumidor e articulação e cooperação entre os órgãos de defesa do consumidor; Golpes – responsabilidade; Energia elétrica: processo de leitura de energia elétrica (urbano e rural), acúmulo de consumo, TOI – Termo de Ocorrência e Inspeção; Comunicação pública e dicas de entrevista; Orientação sobre os relatórios mensais; Garantia legal e contratual; O direito do consumidor e o transporte rodoviário de passageiros; Fiscalização no comércio varejista; Alinhamento (protesto em cartório, responsabilidade sobre pagamento boletos fraudados energia elétrica, seguros não contratados).

Fonte: Governo MT – MT

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Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação

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Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.

Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.

Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.

À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.

O ponto de inflexão ocorre em 2025.

O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.

A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.

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Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.

Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.

Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.

A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.

Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.

Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.

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O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.

Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.

Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.

Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.

Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.

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