MATO GROSSO
Projeto Bombeiros do Futuro forma 320 alunos e pais destacam contribuição para o desenvolvimento dos filhos
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Mãe de um aluno do projeto, Juscinara Mariana da Silva, contou que no começo o filho estava um pouco resistente a participar, mas logo na primeira aula se apaixonou. O curso, segundo ela, ajudou o filho a entender sobre compromisso e disciplina. Ficava ansioso pelas aulas e compartilhava com a família tudo que aprendia com muito orgulho.![]()
“Depois da primeira aula, o Davi gostou. Ficava empolgado. Passou a ter mais comprometimento. Agregou muitos valores, como o respeito. Por exemplo, quando ele vê um bombeiro na rua, ele presta continência. Vou sentir muita falta do projeto. Recomendo para as outras mães, pois é uma forma dos nossos filhos conhecerem outras crianças e valores muito importantes. Só tenho a agradecer”, disse a mãe.
“Gostei muito de participar. Fiz bastante colegas novos. Foi muito legal. Tem que saber a hora de brincar e a hora de aprender. Lá, eu estava para aprender, mas mesmo assim foi muito divertido”, afirmou Davi.
Na mesma cerimônia, foram celebrados os 59 anos da corporação com a entrega de medalhas para militares e civis.
Em Mato Grosso, os projetos sociais da instituição beneficiam mais de 2 mil crianças e jovens.![]()
“Os projetos sociais dos Bombeiros têm sido uma fonte de transformação nas vidas das crianças e jovens envolvidos. Esses projetos, não apenas abrem portas para o mundo da música, das artes marciais e do militarismo, mas também ensinam valores de disciplina, trabalho em equipe e autoconfiança. Olhar para esses jovens é vislumbrar um horizonte repleto de esperança e possibilidades”, afirmou o comandante-geral dos Bombeiros, coronel Alessandro Borges.![]()
Já o cuiabano Flávio Henrique, de 14 anos, toca trompete no Projeto Musicalizar, amadrinhado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes. O pai dele, Flávio Nascimento, não esconde o orgulho em ver o filho tão dedicado no mundo da música.
“Que Deus abençoe a vida da primeira-dama por esse lindo projeto. Se eles estão aqui hoje é pelo incentivo do Governo do Estado e por ela ter implantado esse projeto em Mato Grosso. Enquanto pai, fico muito feliz e orgulhoso ver meu filho evoluindo”, disse.
Homenagens![]()
Durante a cerimônia, o Corpo de Bombeiros também realizou a entrega de 58 medalhas para militares e civis que contribuíram para a música, ensino e corporação. Entre os homenageados, o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Jefferson Neves, recebeu a Medalha de Mérito Musical por conta do apoio ao Musicalizar.
“É uma honra muito grande receber essa homenagem, principalmente neste momento em que o Musicalizar está voltando com força total. A Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer agradece muito essa honra de fazer parte de um projeto tão bonito como esse”, agradeceu o secretário da pasta.
59 anos dos Bombeiros![]()
A cerimônia também foi marcada pela comemoração alusiva ao aniversário dos 59 anos do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso. A corporação foi criada em 19 de agosto de 1964 por meio de um decreto, como Batalhão de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, mas foi efetivada em 1967. Já em 1994 se tornou independente com a emancipação da instituição.
“Hoje o Corpo de Bombeiros é uma força imparável. Nossos desafios podem ser grandes, mas a nossa determinação é maior. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso é uma família unida por laços de coragem, camaradagem e respeito. Juntos, enfrentaremos qualquer adversidade e construiremos um futuro mais seguro para a nossa comunidade”, afirmou o comandante-geral, Alessandro Borges.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.