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Projeto enaltece grupos de siriri, cururu e boi-à-serra de Santo Antônio de Leverger

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Preservação dos costumes e tradições culturais. Essa é a ideia do Festival de Cultura Popular que visa promover a preservação e manutenção das raízes culturais populares em Santo Antônio de Leverger.

Em duas etapas, a iniciativa contempla grupos tradicionais de siriri, como Arco Iris, Vitória Régia do Pantanal e Siriri de Rua Unidos do Lixá, e de Boi-à-Serra, como Boi Pantaneiro, Boi Lendário e Boi Estrela.

O consultor em Planejamento e Gestão Cultural José Paulo Traven explica que o projeto teve início com oficinas de capacitação em música, direção artística, coreografia, conceito e criação de figurinos, criação de identidade visual e assessoria.

“Promovemos vivências musicais, oficinas de capacitação, assessoria em administração de Organizações Sociais, além da criação e execução de portfólio básico, que inclui a construção de páginas em redes sociais, o que dará ainda mais visibilidade aos grupos”.

Série documental

A segunda fase do projeto é a realização da série documental que registra a história e a memória das manifestações populares, por meio de entrevistas e vivencias. Com o decorrer do projeto, explica José Paulo Traven, os produtores perceberam a necessidade de registrar, além do Siriri e do Boi-à-Serra, mais uma das grandes expressões da cultura popular – o Cururu.

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“A partir da ideia de fazer um panorama histórico-cultural, o documentário inclui três episódios e é uma boa pedida para quem quer compreender um pouco melhor cada uma das manifestações culturais seculares – que fundem influências diversas”.

Provisoriamente intitulada “Expressões de Santo Antônio de Leverger”, a série procurou locações que fossem relevantes para os grupos, como informa o cineasta Leo Sant´Ana, responsável pela direção e roteiro. “Decidimos por locais como a Capela da Praia do Poço, onde acontecem muitas das festas de santos – origem e mantenedoras dessas tradições; pátio da Igreja de Santo Antônio e na praça do Teatro de Arena”, conta.

Segundo ele, as gravações envolvem todos os grupos, proporcionando a eles uma grande experiência e estrutura de qualidade, e que irá gerar conteúdo que mostre um pouco das três principais expressões do município”, afirmou Leo, ressaltando que participar de qualquer projeto que tenha como objetivo fomentar e difundir a cultura popular, é sempre um motivo de grande orgulho.

A série será lançada em breve e disponibilizada em plataformas digitais gratuitas. O projeto é uma realização da Associação Mato-grossense de Inclusão Sociocultural (Amiscim), do Governo de Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, e Assembleia Legislativa, por meio de emenda parlamentar indicada pelo deputado Alan Kardec.

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Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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