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Projeto Encontro de Violeiros 100% Raiz será realizado em Araguaiana nos dias 17 e 18

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Araguaiana sedia, nesta sexta-feira e sábado (17 de 18.06), o I Encontro de Violeiros 100% Raiz do Araguaia. O evento será realizado no Parque de Exposições da cidade, com entrada franca. O projeto foi selecionado no edital MT Afluentes, realizado pelo Governo de Mato Grosso por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

A programação cultural começa às 19h, nos dois dias de evento. O primeiro dia contará com apresentação do Grupo Lundum e Folia de Reis, Trio Berveli, Letícia e Larissa, Lídio e Vitor Hugo, Catireiros do Araguaia, Mario Violeiro e Professor, Zé do Cedro e Zu do Pinho. No sábado (18), o Grupo Lundum e Folia de Reis abrem a noite, e na sequência tem apresentação de Brenner, Matheus e Gabriel, Lucas Ricelli e Rafael, Fernando e Osmair, Zé Mulato e Cassiano.

O I Encontro de Violeiros 100% Raiz do Araguaia vai reunir viola caipira, catira e lundu, em um ambiente propício para troca de vivências, experiências e técnicas entre profissionais, violeiros e dançarinos tradicionais e contemporâneos, e, para o público, o deleite da fruição de espetáculos autênticos e originais, executados com simplicidade e intimismo.

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Não bastasse o caráter artístico, o encontro realiza no sábado (18), às 09h, a Oficina de Elaboração e Gestão de Projetos Culturais e às 14h, tem Fórum de Políticas Públicas para a Cultura de Araguaiana.

A oficina pretende possibilitar a troca de informações sobre pesquisa, planejamento, gestão e controle de projetos culturais, estimulando a profissionalização e organização no processo de captação de recursos financeiros para a sustentabilidade das manifestações artísticas do município e região do Vale do Araguaia.

Já o fórum se propõe a reunir artistas e produtores culturais para dialogar e deliberar sobre os temas fundamentais de preservação e difusão do patrimônio histórico, artístico e cultural, culminando com a criação dos órgãos municipais da cultura na estrutura pública de Araguaiana, como secretaria de cultura, conselho e fundo municipal de cultura, integrando o município aos sistemas estadual e nacional de cultura.

Serviço

O I Encontro de Violeiros 100% Raiz do Araguaia

Quando: sexta-feira e sábado (17 e 18.06), às 19h

Onde: Parque de Exposições de Araguaiana

Entrada franca

Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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