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Quatro bandidos sequestram família e morrem durante confronto com a polícia em Mato Grosso

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Três homens e uma mulher morreram, ontem, durante ação do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), em Porto Espiridião (323 quilômetros de Cuiabá). O grupo foi alvejado após sequestrar uma família (casal e duas crianças de 7 e 14 anos) e roubaram uma Toyota Hilux, de uma residência em São José dos Quatro Marcos (309 km de Cuiabá). Os quatro suspeitos foram alvejados e não resistiram aos ferimentos. A família foi localizada e o veículo recuperado.

Conforme o registro policial, a equipe recebeu informações da Polícia Militar de São José que criminosos adentraram na residência, subtraíram a Hilux e sequestraram a família e fugiram. Em patrulhamento pela BR-174, em Porto Esperidião, os policiais localizaram o veículo em alta velocidade, iniciaram acompanhamento tático com ordem de parada, entretanto, os criminosos não obedeceram e seguiram até a entrada da cidade.

Em certo momento, conforme o boletim de ocorrência, um dos suspeitos efetuou disparos de arma de fogo contra os policiais. Logo em seguida, o condutor da caminhonete perdeu o controle e colidiu em um barranco. Nesse instante, os suspeitos reagiram novamente atirando contra os policiais, que revidaram disparando contra eles.

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A equipe constatou que os quatro suspeitos foram alvejados e não resistiram aos ferimentos. Outra equipe do Gefron conseguiu informações e localizou a família abandonada às margens da comunidade Sonho Azul, em Mirassol D’Oeste.

Dois revólveres calibre 39 e duas espingardas calibre 12 e 38 foram apreendidas e encaminhadas para a delegacia de Polícia Civil de Porto Espiridião, que passa a apurar o caso.

Só Notícias/Kelvin Ramirez (fotos: assessoria)

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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