MATO GROSSO
Realizado pelo Governo de MT, Festival de Siriri e Cururu celebra tradição e identidade
MATO GROSSO
Evento começou nesta sexta-feira (15.12) e segue até domingo (17.12); espetáculos são inspirados nas raízes indígena, afro-brasileira e religiosa do povo mato-grossense
“Um estado que valoriza a cultura regional” foi a frase mais ouvida durante a abertura da décima quinta edição do Festival de Siriri e Cururu, realizada na noite desta sexta-feira (15.12), no Ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá.
O Festival ocorre desde 2011, mas graças ao incentivo e fomento do Governo de Mato Grosso em 2023, foi possível a retomada dos grupos à frente da produção do festival, através dos Institutos Nandaia e Brasil MT.
“O Estado está cumprindo a sua missão ao colocar no centro do debate e da visibilidade a importância das nossas tradições. O Estado não faz cultura, quem faz são as pessoas, então é importante para o Governo colocar o bastão da produção, o bastão das escolhas, das decisões e dos caminhos que os grupos vão seguir nas mãos dos fazedores e detentores desta cultura”, destacou o secretário adjunto de Cultura da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), Jan Moura.
O projeto conta com a participação de 12 grupos de siriri divididos em categorias, sendo grupos tradicionais consolidados em Cuiabá, Várzea Grande e no interior de Mato Grosso.
Para o deputado estadual Beto Dois a Um, a atual gestão do Governo do Estado dá o protagonismo que idealizadores do resgate cultural popular em Mato Grosso merecem.
“Estamos vivendo um momento muito especial, um dia de retomada onde todo mundo que vive o sofrimento do dia a dia para manter essa manutenção cultural viva opinou, deu seu palpite e o resultado está aqui. Um Festival com estrutura, reconhecimento e gratidão com quem faz cultura em nosso Estado. Parabéns ao governador Mauro Mendes, a primeira-dama Virgínia Mendes e a todo o time da Secel pelo trabalho a frente desta linda iniciativa”, parabenizou o deputado.

A programação conta com espetáculos do grupo de cururu Tradição Cuiabana e os de siriri Voa Tuiuiú, São Gonçalo Beira Rio, Flor Serrana, Estrela Guia, Vitória Régia do Pantanal, Raízes Cuiabanas, Flor do Campo, Flor de Atalaia, Coração Tradição Franciscano, Siriri Elétrico e Flor Ribeirinha.
A artista e produtora Margarete Xavier acredita que a credibilidade do poder público no potencial de todos os grupos envolvidos no projeto é fundamental. “O Estado tem um papel muito importante na cultura Mato-grossense, ele apoia diretamente todo mundo que procura e principalmente, valoriza a nossa cultura regional. Hoje, posso falar que a nossa cultura está em evidência e em um estágio tão grande que dá para se orgulhar”, ressaltou a artista.
Com investimentos de R$ 700 mil, por meio da Secel, o evento tem acesso gratuito à população, com público estimado de 21 mil pessoas, impactando positivamente e visibilizando o trabalho artístico de grupos de siriri, mestres e agentes culturais de Mato Grosso.
“O Governo Mauro Mendes veio para mudar a história da gestão desse Estado e com toda certeza, na cultura não está sendo diferente. Todo o cenário de profissionalismo que vocês vão ver aqui durante esses três dias, foi muito bem pensado, planejado e organizado para fazer a nossa cultura regional e popular, começar a estar em outro nível. Hoje o nosso coração se enche de orgulho porque a nossa cultura está mais do que nunca: viva”, finalizou o titular da pasta, Jefferson Carvalho Neves.

Também participaram da cerimônia a primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes; a deputada federal Gisela Simona; o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, a secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, Grasielle Bugalho; o vereador Diego Magalhães e o secretário adjunto de Esporte da Secel, David Moura, e demais autoridades.

16/12 – SÁBADO – 19h
– Grupo de Cururu Tradição Cuiabana do Coxipó
– Cerimônia de abertura: Espetáculo “Identidades do Siriri”
– Grupo de Siriri Estrela Guia
– Grupo de Siriri: Vitória Régia do Pantanal
– Grupo de Siriri Raízes Cuiabanas
– Grupo de Siriri Flor do Campo
17/12 – DOMINGO – 19h
– Grupo de Cururu Tradição Cuiabana do Coxipó
– Cerimônia de abertura: Espetáculo “Identidades do Siriri”
– Grupo de Siriri Flor de Atalaia
– Grupo de Siriri Coração Tradição Franciscano
– Grupo Siriri Elétrico
– Grupo de Siriri Flor Ribeirinha
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.