MATO GROSSO
Recytec reciclou mais de cinco toneladas de resíduos eletrônicos no primeiro semestre de 2023
MATO GROSSO
Fruto de uma parceria do Governo de Mato Grosso com a ONG Programando o Futuro, o Recytec foi instalado em Cuiabá em junho de 2022, e, além da reciclagem, também possibilitou a formação de 522 estudantes na área de informática básica e intermediária. Desses, 310 receberam a certificação no primeiro semestre de 2023.
Apenas em maio deste ano, 120 alunos da Escola Estadual Militar Tiradentes foram certificados após finalizarem o curso, realizado nos laboratórios da Escola Técnica Estadual de Cuiabá. Além de promover empreendedorismo e empregabilidade, a formação possibilita a integração dos alunos e o desenvolvimento de um olhar sustentável para a tecnologia.
Durante o curso, com duração média de dois meses, os alunos aprendem o processo de montagem dos equipamentos e a reciclagem de resíduos eletrônicos. O resultado da formação são as máquinas prontas para serem doadas para comunidades, instituições e coletivos que, por vezes, não possuem recursos para adquirir um computador novo.
Entre os doadores dos materiais que antes seriam descartados estão instituições de ensino, Judiciário e órgãos do Governo do Estado, como a Controladoria Geral do Estado, Tribunal de Justiça e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Antes de ser levado para os laboratórios, todo material é pesado e filtrado, separando os componentes ainda próprios para uso.![]()
Na lista das instituições que já receberam doações estão, dentre outros, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Sorriso, Associação Sendero Capoeira e a Associação Amigos Solidários. Na última quarta-feira (12.07) foi a vez da ATAP Acolhimento, que recebeu 10 computadores.
De acordo com a superintendente de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação, Lecticia Figueiredo, o programa também proporciona a inclusão digital por meio dos laboratórios criados a partir das doações dos computadores. Para a gestora, essa é uma das formas de promover um olhar sustentável e também de inclusão social a partir da tecnologia.
“O Recytec é um projeto de grande impacto para toda a sociedade, tendo em vista que, além de coletar todo o lixo eletrônico, o programa também possibilita a doação de máquinas recondicionadas para instituições que possam instalar laboratórios de informática. Entãol é um instrumento de promoção da inclusão digital e também social”, declarou a superintendente.
Para Kelly Cristina, coordenadora do programa em Mato Grosso, o Recytec possibilita a junção de três importantes compromissos: a inclusão social e digital, formação de jovens e adultos na área da tecnologia e a sensibilidade ambiental com a tratativa de resíduos eletroeletrônicos.
“Esse ciclo acontece em perfeita sintonia, levando soluções para todo o Estado de Mato Grosso. Temos jovens e adultos aprendendo a usar produtivamente a tecnologia a ponto de gerar renda e também crianças, adolescentes e adultos tendo seu primeiro contato com um computador por meio dos ‘Pontos de Inclusão Digital’. Com esse projeto conseguimos, ainda, evitar a extração de matéria prima virgem para a produção de novos equipamentos, por meio dessa economia circular na reciclagem dos eletrônicos”, garante a coordenadora.
Neste ano o Governo do Estado investiu mais de R$ 2 milhões para a ampliação do projeto. Com o recurso, destinado via convênio assinado pelo governador Mauro Mendes, novas turmas serão abertas para formação de estudantes pelos próximos dois anos. A expectativa é que o programa também chegue a novos municípios de Mato Grosso.
É importante destacar que a sede do Recytec na Capital também aceita doações de materiais eletrônicos de toda a comunidade. Além de ser uma opção sustentável de descarte, a doação possibilita a continuidade do programa.
Para doar basta agendar o recolhimento, feito gratuitamente pela equipe do Recytec, pelo telefone: (65) 99229-2675.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Produtores de Rondonópolis e Lucas do Rio Verde debatem gestão e eficiência nas granjas
A gestão das equipes, a saúde dos animais e o uso de dados para orientar decisões nas granjas pautaram os Encontros Regionais da Suinocultura promovidos pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), em Lucas do Rio Verde e Rondonópolis. Realizada nos sindicatos rurais dos dois municípios, a programação reuniu produtores e profissionais do setor para compartilhar conhecimentos e discutir desafios da atividade.
Presente nas duas edições, Guto Zanata, da SerHumano Profissional, abordou boas práticas de gestão e liderança. O palestrante destacou que os investimentos em equipamentos, tecnologia e genética precisam ser acompanhados pela preparação das pessoas responsáveis pela operação. Segundo ele, a qualidade da liderança influencia diretamente a eficiência e os resultados das empresas.
“O investimento na liderança, nos gestores de cada setor, impacta diretamente no resultado que a empresa precisa ter”, afirmou Zanata. O palestrante também abordou a convivência entre diferentes gerações nas equipes e a necessidade de os gestores reconhecerem as expectativas e formas de trabalho de cada uma.
Em Lucas do Rio Verde, Marcus Rezende, da Olmix/Brasil Central, tratou dos riscos das micotoxinas, substâncias produzidas por fungos que podem estar presentes nas lavouras e durante a armazenagem dos insumos. O especialista destacou os possíveis prejuízos à reprodução, ao consumo de alimento, ao sistema digestivo e à imunidade dos suínos.
“Não importa de onde ela vem. Se ela chegar no seu suíno, ela vai causar prejuízos”, alertou Rezende. Ele reforçou a importância das boas práticas e da escolha de insumos para o controle desses riscos na produção.
A nutrição de precisão foi abordada por Daniel Graciolli, da De Heus, que apresentou o uso da modelagem na rotina das granjas. Ele explicou que o sistema GPS utiliza uma base de dados de lotes de animais para realizar projeções e apoiar o planejamento da produção.
Segundo Graciolli, a ferramenta “ajuda o produtor a tomar a decisão correta, na hora correta”. O palestrante destacou a crescente aplicação da modelagem nos sistemas de produção e sua relação com o avanço da inteligência artificial.
Em Rondonópolis, a programação incluiu a palestra “Suinocultura com menos antibióticos: o que podemos fazer?”, com Katiuscia Mota, da Feedis/Brasil Central. O tema ampliou o debate sobre os cuidados com a saúde dos animais e as estratégias para reduzir o uso de antibióticos na atividade.
O uso da modelagem para a nutrição de precisão também integrou a edição de Rondonópolis, com Marco Lubas, da De Heus. A programação contou ainda com Bruna Alves Caetano, da Tecnomerc, responsável pela palestra “Visão holística do especialista”.
Para Jair Miguel Maule, presidente da CooperMutum e participante do encontro em Lucas do Rio Verde, a realização dessas iniciativas aproxima os suinocultores e cria oportunidades de atualização e troca de experiências, inclusive em períodos de dificuldade para o setor.
“Ouvindo umas palestras, trocando umas ideias, revendo as pessoas. E mesmo na dificuldade é importante a gente estar presente”, afirmou. Maule também ressaltou a necessidade de preparar colaboradores e líderes para acompanhar as mudanças tecnológicas e as melhorias nos indicadores de produção.
Com as duas edições, a Acrismat fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre produtores e especialistas, conectando aspectos técnicos e de gestão que se complementam no dia a dia das granjas e contribuem para a eficiência da suinocultura mato-grossense.
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