MATO GROSSO
Relatório da Seplag aponta áreas mais impactadas positivamente com programas do Governo de MT
MATO GROSSO
A prestação de contas dos programas e ações de 2023 ocorreu numa audiência pública, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na quinta-feira (13.06). e representou o encerramento do ciclo do Plano Plurianual (PPA) 2020-2023. Foram avaliados 48 programas do Poder Executivo, com 217 indicadores, 469 ações e 671 produtos, abrangendo 17 secretarias estaduais.
O secretário de Planejamento e Gestão de Mato Grosso, Basílio Bezerra, destacou que a elaboração do RAG 2023 mobilizou cerca de 380 servidores.
“O RAG é um instrumento que potencializa a transparência dos processos adotados por secretarias, órgãos e entidades públicas do Executivo, sobretudo, à disposição do cidadão”, pontuou.
Esse levantamento foi enviado, em março deste ano, para a Secretaria da Fazenda (Sefaz) e a Controladoria Geral (CGE).
O documento possui quase 3.500 páginas detalhando os trabalhos realizados pela administração pública estadual com base nos eixos que tratam da qualidade de vida, desenvolvimento sustentável, gestão moderna e eficiente, além da padronização de programas e ações.
A edição completa do RAG 2023 pode ser acessada aqui.
O adjunto da Seplag, Sandro Brandão, informou que o RAG é uma síntese das políticas públicas desenvolvidas em 2023 e uma forma de avaliar os seus impactos. Com isso, segundo ele, o relatório serve também para saber se os esforços empreendidos estão realmente beneficiando a população.
“O RAG nos permite analisar de maneira abrangente o que foi alcançado, identificar áreas que necessitam de melhorias e ajustar nossos programas para melhor atender as metas estabelecidas no planejamento para implementação das políticas públicas”, finalizou.
Assistência Social
A assistência social beneficiou mais de 61 mil famílias, com 245 atendimentos do programa Ser Família Mulher e 506 crianças e adolescentes atendidos pelo “Ser Criança”.
Além disso, quase 530 mil pessoas foram atendidas em ações contra fome e insegurança alimentar, com a distribuição de mais de 250 mil cestas básicas, 100 mil cestas de Natal, 155 mil refeições e 58 mil marmitas.
Foram apoiadas também mais de 3 mil famílias nos municípios, com foco no desenvolvimento pessoal. Aproximadamente, 80 municípios receberam repasses financeiros para materiais de habitação, totalizando mais de R$300 milhões.
Nos 141 municípios, quase 10 mil pessoas foram qualificadas com programas ligados ao Senai e Senac.
Educação
A modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) realizou 65 mil atendimentos e 73 escolas foram equipadas com educação integral.
Além disso, foi implantado o Sistema de Avaliação em todas as escolas, beneficiando mais de 42 mil estudantes em educação do campo, indígena, quilombola e da educação especial.
Foram implantadas todas as diretorias regionais e 664 escolas implementaram processos de gestão escolar e financeira, atendendo 340 mil estudantes.
Todas as escolas e estudantes foram beneficiados com alimentação escolar, custeio de água e energia, transporte para educação especial e 95% das escolas receberam novos equipamentos e mobiliário.
Segurança Pública
Na segurança pública, foram emitidos mais de 40 mil alvarás de segurança contra incêndios e realizados mais de 25 mil atendimentos de violência contra a mulher pela Polícia Judiciária Civil.
Já a Polícia Militar realizou mais de 120 mil atendimentos de violência contra a mulher e conduziu quase 350 operações da Lei Seca.
A quantidade de operações de fronteira chega a quase 220 ações. Ocorreu ainda a emissão de quase 340 mil documentos de identificação e 65 mil laudos periciais.
No sistema prisional, houve capacitação de servidores em 41 unidades, além da implementação do modelo de inquérito eletrônico.
Também teve o monitoramento de mais de 16 mil tornozeleiras e a prestação de quase 170 mil serviços de saúde nas penitenciárias.
No sistema socioeducativo, a segurança pública foi responsável pelo atendimento de pouco mais de 500 adolescentes.
A segurança pública contabilizou o atendimento de mais de 40 mil vítimas de traumas, ou seja, referente ao atendimento pré-hospitalar realizado pelo Corpo de Bombeiro Militar (CBM).
Saúde
Na saúde, foram realizados mais de 28 mil atendimentos psicossociais e mais de 8 mil atendimentos no Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (CAPS-AD) infantil, com 100% de cobertura.
Além disso, ocorreram mais 530 atendimentos pelo Home Care e mais de 30 mil pelo Samu, com 57 mil procedimentos de alta complexidade e 17 mil procedimentos odontológicos realizados.
Só de teleconsultas foram feitas cerca de 3 mil e mais de 1 milhão de procedimentos ambulatoriais e hospitalares.
Também houve mais de 4 mil internações em UTI, distribuição de 45 milhões de medicamentos e insumos, 169 mil procedimentos pelo Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac) e 267 transplantes.
Infraestrutura
Na infraestrutura, foi executada 100% da administração da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres e concluída totalmente a Avenida Parque Barbado.
Também houve a implantação da Avenida Mário Palma e a duplicação da Avenida Arquimedes Pereira Lima em 91%.
Teve a construção de 1.000 casas populares e foram feitas quase 100 análises de projetos urbanos.
Além disso, 11 aeroportos e aeródromos dos munícipios receberam algum tipo de manutenção ou estruturação e 41 obras de artes, sendo 27 pontes de concreto 14 bueiros, tiveram seus processos finalizados.
Foram mais de 771 km de rodovias pavimentados, 1.018 km de rodovias restauradas e 2.569 km de rodovias não pavimentadas.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos
Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.
Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.
Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.
“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.
Os erros financeiros mais comuns entre casais
Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.
Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.
Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.
Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.
“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.
Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos
Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.
“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.
Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.
Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:
Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.
“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.
Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor
Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?
De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”
Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.
Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.
Construindo o futuro juntos
Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.
Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.
“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.
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