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Secel divulga resultado final do edital Bolsa Técnico; investimento do Governo de MT é de R$ 1,2 milhão

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Bolsa auxílio do Governo contempla 73 treinadores dos quatro cantos do Estado

A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT) publicou, nesta segunda-feira (11.03), o resultado final do edital Bolsa Técnico 2023, do projeto Olimpus MT. A relação com os nomes dos 73 beneficiados nas categorias de Base (31 contemplados), Nacional (30) e Internacional (12) está disponível no site da Secel.

O investimento total do Governo de Mato Grosso será de R$ 1,2 milhão. As bolsas variam de R$ 1 mil a R$ 2 mil.

“Poder contemplar neste ano um número recorde de técnicos é aquilo que buscávamos a todo tempo. Isso só foi possível graças aos resultados competitivos dos nossos atletas e treinadores. O bolsa técnico é um projeto inovador que tem transformado o esporte em nosso Estado e está sendo copiado no país inteiro”, destacou o secretário titular da Secel, Jefferson Carvalho Neves.

Dos selecionados pelo edital estão técnicos de Barra do Garças, Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Peixoto de Azevedo, Rondonópolis, Sorriso, Água Boa, Alta Floresta, Araputanga, Cáceres, Campo Verde, Marcelândia, Paranatinga, Primavera do Leste, Várzea Grande, Arenápolis, Brasnorte, Campinápolis, Comodoro, Itaúba, Jauru, Mirassol, Livramento, Querência, Sapezal, Sinop e Tangará da Serra.

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Os técnicos classificados deverão enviar à Secretaria Adjunta de Esporte e Lazer, até o dia 19 de março, o Termo de Concessão de Auxílio, disponível para download aqui. O documento deverá ser impresso, preenchido com todas as informações solicitadas e assinado. Apenas a data deve ficar em branco.

Cumprida esta etapa, o termo poderá ser protocolado, presencialmente, de 8h às 18h, ou enviado pelo Correio para o seguinte endereço: Arena Pantanal, Setor Oeste, 3º andar (acesso pelo portão 01 – ao lado da piscina), na Avenida Agrícola Paes de Barros, S/N – Bairro Verdão – CEP 78.030.210, Cuiabá – Mato Grosso. Não serão aceitos via e-mail ou Whatsapp.

O técnico que não encaminhar o documento nos prazos determinados será desclassificado.

Olimpus MT

O projeto Olimpus é considerado o mais relevante programa financeiro para desenvolvimento do esporte no Estado. Desde a retomada pela atual gestão, em 2020, foram concedidas mais de 1100 bolsas para atletas e técnicos. O valor destinado para a política pública ultrapassa R$ R$ 12 milhões.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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