MATO GROSSO
Seciteci forma 198 programadores de sistemas; 50 são contratados para estágio com bolsa de R$ 6 mil
MATO GROSSO
A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) formou 198 jovens no curso técnico de programador de sistemas oferecido gratuitamente. A cerimônia de formatura foi realizada nessa segunda-feira (04.03), no auditório da Escola Estadual de Educação Profissional de Cuiabá.
Entre os novos profissionais, 50 foram selecionados para atuar como bolsistas no desenvolvimento de soluções tecnológicas para as secretarias e órgãos do Estado, com bolsa de R$ 6 mil e duração de 12 meses.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, ressaltou a importância crucial dos novos profissionais para Mato Grosso.
“A ideia é que nós tenhamos uma grande fábrica de softwares, produção e manutenção dos programas que nós já desenvolvemos e temos uma grande necessidade de ter vocês lá dentro. O sucesso vai depender daquilo que vocês entregarem”, afirmou.
O coordenador-geral do curso de Programador de Sistemas (FIC_DEV), Robson Gomes de Melo, destacou que o curso tem dado oportunidado para muitos jovens entrarem no mercado de trabalho.
“É uma iniciativa que abriu portas para muitos jovens. O desempenho de vocês é de grande apreço para o Estado, pois tudo o que vocês produzirem terá um papel fundamental na continuidade do projeto”, pontuou.
O coordenador reafirmou o compromisso do Governo do Estado com a formação de qualidade e atuação dos novos profissionais atuantes, que serão supervisionados por orientadores e demais profissionais, durante o estágio, para que o resultado da formação seja o melhor possível.
“Nós estamos chegando em uma 2ª etapa, que é a etapa do estágio, que acontece como uma proposta de residência tecnológica, onde os estudantes vão passar o período de um ano desenvolvendo atividades técnicas junto aos programadores dos demais órgãos do Estado. Essa etapa é importantíssima porque permite com que tenhamos mão de obra qualificada, auxiliando os desenvolvedores das secretarias a promoverem o desenvolvimento tecnológico dessas unidades”, afirmou.
O Estado investiu R$ 4,9 milhões na capacitação, que contou com as linguagens de programação Java, Genexus, Nodejs e React, tendo como foco as carreiras de alto nível tecnológico e alta absorção pelo mercado de trabalho – as chamadas “profissões do futuro”.
O evento ainda contou com a presença do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Marcos de Sá.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.