MATO GROSSO
Secretário municipal de Agricultura apresenta em audiência pública as cadeias produtivas que deverão receber recursos do BID Pantanal
MATO GROSSO
Na noite desta segunda-feira (30), uma audiência pública foi realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para discutir o programa de Desenvolvimento do Pantanal, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento Social, o BID Pantanal. Durante o evento, presidido pelo deputado Wilson Santos, o secretário municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo, apresentou os projetos desenvolvidos dentro do Programa Agro da Gente, da Prefeitura de Cuiabá, que podem ser fortalecidos com os recursos do BID Pantanal.
“Com o objetivo de melhorar a renda dos trabalhadores rurais, vamos implementar políticas que promovam o crescimento da atividade econômica, incentivando a formação de redes de negócios solidários e o aprimoramento das cooperativas. Para que consigamos alcançar esse propósito, estamos pleiteando um recurso na ordem de 77 milhões de reais, que serão utilizados em cinco cadeias produtivas desenvolvidas nas áreas rurais de Cuiabá, além de um projeto de turismo rural, no Rio Cuiabá”, explicou o secretário.
A maior parte dos recursos, no valor de 43,5 milhões de reais, será direcionada para o Projeto Boa Semente na Cadeia de Frutas, Legumes e Verduras, desenvolvida, principalmente, nas comunidades de Marcolana, Mineira e no Cinturão Verde. Os recursos serão investidos em estruturas de abastecimento de água, captação (cisternas), matriz energética fotovoltaica, distribuição e implemento de estruturas para projeto de irrigação em um hectare. Além da aquisição de insumos agronômicos, unidade móvel de processamento da produção, veículos utilitários, sistemas hidropônicos, estufas e equipamentos.
A Cadeia do Leite receberá 12 milhões de reais para o Projeto Mais Leite, na região do Assentamento 21 de Abril. Isso incluirá incentivo à agroindústria com o selo de inspeção, infraestrutura e equipamentos, insumos agrícolas, veículos para transporte do leite e fomento do cooperativismo e associativismo.
Na Cadeia da Apicultura, o Projeto Gente do Mel atenderá a região do Aricazinho. Serão destinados 6,5 milhões de reais para a aquisição de kits de produção e de segurança (EPI), bem como o incentivo à agroindústria, por meio da implantação de unidades móveis, denominadas de Casa do Mel, que permitirão a comercialização de produtos devidamente certificados.
O Projeto Peixe da Gente, na Cadeia da Piscicultura, desenvolvida nas comunidades Rio dos Peixes e Distrito do Aguaçu, receberá 6,5 milhões de reais para apoiar os frigoríficos de peixe, implantar viveiros elevados, adquirir insumos e equipamentos, investir na infraestrutura de acesso à produção e implantar uma unidade de processamento para fabricação de gelo.
O Projeto Aves da Gente, na Cadeia da Avicultura, realizada no Distrito da Guia, receberá 5,5 milhões de reais para estimular uma unidade de entreposto de postura, com incentivo à produção e comercialização de ovos com o selo de inspeção. A aquisição de veículos utilitários, construção de galinheiros, fornecimento pintainhos e contratos de venda futura fazem parte do projeto.
Além disso, o Projeto Turismo Rural no Rio Cuiabá contará com 4,5 milhões de reais para aquisição de equipamentos, incluindo uma chalana e a construção de um píer, cujo objetivo é fomentar a navegabilidade e o turismo no Rio Cuiabá. O investimento na infraestrutura de acesso aos pontos turísticos, com a implantação da sinalização e marketing irão potencializar o setor.
“A parceria entre a Prefeitura de Cuiabá e o Governo Federal, por meio do MAPA, permitirá o aumento da renda e melhoria da qualidade de vida dos habitantes das áreas rurais. Seguimos a diretriz do prefeito Emanuel Pinheiro, pois reconhecemos que não podemos atingir nossos objetivos de maneira isolada, portanto, estamos alinhados com o Governo Federal nesse esforço conjunto. Estamos empolgados e ansiosos, com a real possibilidade do aporte financeiro proveniente do BID Pantanal, para avançarmos no fortalecimento da economia de Cuiabá, em conjunto com os produtores rurais de pequenas propriedades locais”, finalizou o secretário.
MATO GROSSO
Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação
Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.
Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.
Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.
À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.
O ponto de inflexão ocorre em 2025.
O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.
A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.
Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.
Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.
Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.
A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.
Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.
Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.
O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.
Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.
Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.
Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.
Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.
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