SEMINÁRIO
Sedec apresenta alternativas para produção de fertilizantes em MT nesta quarta-feira (21)
MATO GROSSO
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), César Miranda, apresenta o Plano Estadual de Fertilizantes de Mato Grosso nesta quarta-feira (21.06), no auditório da Famato, durante o Seminário ABC+MT. Realizado pela Sedec, o encontro visa debater a adoção de práticas sustentáveis e de baixas emissões de carbono na agropecuária. A inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo link https://planoabc.sedec.mt.gov.br/.
Cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no país são importados, por isso há uma dependência pelo produto que se concentra na região que atualmente está em Guerra: Ucrânia e Rússia. São desses dois países que saem os principais insumos para se produzir no Brasil. O custo com a importação de fertilizantes em 2022 chegou a R$ 100 milhões no país.
César Miranda destaca que, por ser o maior produtor de commodities agrícolas, Mato Grosso acaba sendo mais impactado por essa dependência externa, o que atinge diretamente a competitividade do Estado.
“Vamos mostrar as alternativas e soluções encontradas para que possamos explorar o potencial de Mato Grosso para produção de fosfato e potássio, além de uma indústria de nitrogenados. A medida é importante para que Mato Grosso continue expandindo a produção com sustentabilidade como já vem fazendo”, pontua o secretário.
O Brasil já construiu o Plano Nacional de Fertilizantes em 2022. A meta é de que até 2050 o país possa produzir 50% dos fertilizantes utilizados no agronegócio.
Seminário ABC+
O evento busca engajar os produtores na implementação do plano e apresentar as evidências da contribuição dessa estratégia para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Mato Grosso se comprometeu com uma participação expressiva de 9% de potencial em mitigação de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), cerca de 89 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO²), por meio da adoção dos sistemas de produção sustentável.
O Seminário ABC+MT, realizado em Cuiabá, será o primeiro de uma série de seis encontros regionais para aproximar as informações do Plano ABC+ dos produtores rurais de Mato Grosso.
Confira a programação do evento:
8h: Recepção e Credenciamento
8h30: Dispositivo de abertura
9h15: Plano ABC+ Nacional
9h45: Plano ABC+ Estadual
10h15: Debate
10h30: Painel I: Casos de Produtores de Mato Grosso
12h: Almoço
14h: Painel II: Pesquisas, ações e tendências relacionadas à estratégia ABC+ no Mato Grosso
16h30: Plano Nacional de Fertilizantes
17h: Plano Estadual de Fertilizantes
MATO GROSSO
“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0
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