Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Sedec promove debate sobre sustentabilidade e baixa emissão de carbono na agropecuária

Publicados

MATO GROSSO

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), que integra o Grupo Gestor Estadual do Plano para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC+MT), promove no dia 21 de junho, no auditório da Famato, o Seminário ABC+MT, para debater a adoção de práticas sustentáveis e de baixas emissões de carbono na agropecuária.

O evento busca engajar os produtores na implementação do plano e apresentar as evidências da contribuição dessa estratégia para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no site https://planoabc.sedec.mt.gov.br/.

O Seminário ABC+MT, realizado em Cuiabá, será o primeiro de uma série de seis encontros regionais para aproximar as informações do Plano ABC+ dos produtores rurais de Mato Grosso.

Campeão na produção agropecuária e na conservação de 62% do território estadual, o Estado tem metas de recuperar 3,82 milhões de hectares de pastagens degradadas; alcançar 1,3 milhões de hectares no sistema de integração de lavoura, pecuária, floresta; a terminação de 750 mil cabeças de bovinos em sistema de intensivo, dentre outros pontos que buscam aliar a produtividade agrícola com a sustentabilidade.

Leia Também:  VÍDEO: Impedidos de passar pela MT 251, em razão da ameaça de desabamento do Portão do Inferno, caminhoneiros usam uma rota alternativa pela Comunidade de Água Fria, na zona rural de Chapada dos Guimarães.

Mato Grosso se comprometeu também com uma participação expressiva de 9% de potencial em mitigação de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), cerca de 89 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO²), por meio da adoção dos sistemas de produção sustentável.

Durante o evento, serão apresentados casos de produtores que têm colocado o Plano ABC+MT na prática. Dentre eles o produtor rural de Lucas do Rio Verde Ademir Fischer, que vai falar sobre o Sistema de Plantio Direto. O Sistema de Integração Lavoura-Pecuária será apresentado pelo produtor de Poconé Raul Neto. Já o pecuarista de Rondonópolis Arlindo Vilela vai tratar sobre a terminação intensiva de bovinos.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, fará a abertura do evento, juntamente com o superintendente Federal da Agricultura (SFA-MT), Maurício Munhoz, o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA-MT), deputado estadual Dilmar Dal Bosco, o secretário adjunto de Agronegócio e Investimentos da Sedec, Anderson Lombardi e a o presidente da Cordemato, Johnny Everson.

Leia Também:  Alunos de 42 escolas estaduais da região de Cáceres trabalham Cultura de Paz

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

Publicados

em

O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

Leia Também:  MP estuda pedir bloqueio de contas para pagar atrasados da Saúde; VEJA VÍDEO

O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

Leia Também:  Apresentação dos resultados da FIT Pantanal 2023

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA