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Segurança Pública debate estratégias de combate ao tráfico de pessoas

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio do Comitê Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas de Mato Grosso (Cetrap-MT), discutiu nesta quinta-feira (28.04), ações do Plano de Enfrentamento e Combate ao Tráfico de Pessoas em Mato Grosso.

O encontro, realizado na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), do Tribunal de Justiça (TJ-MT), teve como objetivo estabelecer diretrizes para articular e integrar o Poder Público e sociedade civil no enfrentamento ao tráfico de pessoas, conforme as normas nacionais e internacionais de direitos humanos.

Cinco casos de tráfico de pessoas foram registrados durante o ano de 2021 em Mato Grosso, no entanto, de acordo com a coordenadora do Cetrap, Dulce Regina Amorim, esse número pode ser ainda maior, tendo em vista que a prática ainda é muito ‘invisibilizada’.

“A nossa proposta é de levar conhecimento, informação e capacitação, principalmente às pessoas que trabalham na linha de frente da segurança pública e da saúde. Infelizmente, muitas das vítimas não se reconhecem como traficadas e quando registram denúncia dizem que sofreram algum tipo de exploração, seja sexual ou análoga à escravidão”, afirma.

Dulce ressalta que o Comitê é um órgão colegiado composto por organizações da sociedade civil e poder público com a finalidade de prevenir e enfrentar o tráfico de pessoas no Estado.

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“Desde a sua criação, em 2012, nosso objetivo é de discutir e implementar as ações prioritárias, a partir do nosso plano de ação, da política estadual de enfrentamento a esse tipo de crime pelos próximos quatro anos”, afirma.

A Lei nº 13.344, de outubro de 2016, aponta que o crime de tráfico de pessoas envolve aliciar, recrutar, transportar, transferir, comprar, alojar ou acolher pessoa, mediante ameaça, violência e abuso com a finalidade de exploração.

A coordenadora ainda alertou como as pessoas podem evitar em ser vítimas de tráfico, entre eles, em caso de receber alguma proposta trabalhista é importante observar o local em que for trabalhar, a atividade a ser desenvolvida e as condições de trabalho apresentadas, bem como fazer uma pesquisa antes de aceitar a proposta.

“O nosso trabalho é de levar para comunidade como é que se pode identificar esse crime. Também estamos trabalhando com profissionais que estão na ponta como da assistência social, saúde, segurança pública e educação. Nossas metas são voltadas na prevenção, mobilização e articulação, assim como elevar a campanha internacional Coração Azul voltada no enfrentamento ao tráfico para os 141 municípios do Estado”, reforça.

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Representam o Cetrap instituições da sociedade civil, secretarias de Estado de Saúde, Segurança Pública, Planejamento, Educação, o Tribunal de Justiça, Ministério Público, Ministério Público Federal, Defensoria Pública do Estado, Defensoria Pública da União, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal.

O defensor público da União, Renan Soutto Mayor, comentou o papel da instituição no combate a esse tipo de crime e de como as vítimas podem ser ajudadas. “A DPU tem atuado muitas vezes nessas situações com ações judiciais e auxiliado em missões de resgate. É fundamental que tenhamos denúncias das pessoas que saibam ou desconfiam desse tipo de crime. É de total importância que as pessoas, procurem os órgãos competentes para inibir essa prática irregular”.

Denúncias

Dois números são disponibilizados para fazer denúncia sobre o tráfico de pessoa, o disque 100 e o 180, ambos gratuitos. O denunciante não precisa se identificar. O crime também pode ser informado nas delegacias da Polícia Judiciária Civil e Polícia Federal e Ministérios Público Federal e Estadual.

Fonte: GOV MT

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Nota do Enem amplia acesso ao ensino superior em 2026

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A divulgação do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no dia 16 de janeiro de 2026, abriu novas possibilidades para estudantes que pretendem ingressar no ensino superior ainda neste ano. Além de ser o principal critério de seleção para universidades públicas, por meio de sistemas como o Sisu, a nota do exame também é amplamente aceita por instituições privadas como forma alternativa de ingresso, dispensando o vestibular tradicional.

Em faculdades particulares, o uso da nota do Enem tem se consolidado como um caminho mais prático para quem deseja iniciar ou retomar a graduação. A modalidade permite concorrer a vagas em diferentes cursos, com processos simplificados e maior agilidade na matrícula.

Outro benefício importante é que o desempenho no Enem é requisito para programas federais de incentivo à educação, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que possibilita o parcelamento das mensalidades, e o Programa Universidade para Todos (Prouni), responsável pela concessão de bolsas integrais e parciais em instituições privadas.

Além das políticas públicas, algumas instituições oferecem condições especiais para novos alunos que utilizam a nota do Enem, como descontos diretos nas mensalidades, facilitando o acesso ao ensino superior e reduzindo o impacto financeiro da graduação.

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Segundo a diretora da Faculdade Serra Dourada, Daiane Oliveira, o exame cumpre um papel fundamental na democratização do acesso à educação. “O Enem amplia as possibilidades de ingresso e permite que o estudante escolha a melhor forma de iniciar sua graduação, seja por meio de bolsas, financiamentos ou benefícios institucionais”, ressalta.

A orientação é que os candidatos fiquem atentos aos prazos e busquem informações diretamente nas instituições de interesse para conhecer os cursos disponíveis, as formas de ingresso com a nota do Enem e as condições oferecidas para novos alunos em 2026.

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