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Sema capacita policiais militares para o uso de tecnologia na fiscalização ambiental

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), por meio da Gerência de Planejamento de Fiscalização e Combate ao Desmatamento, promove o curso de capacitação de fiscalização ambiental para policiais militares. O curso iniciou na segunda-feira (07.02) e segue até esta sexta-feira (11.02).

As aulas acontecem de forma presencial com o objetivo de ensinar o conhecimento tecnológico necessário para que os profissionais possam compor as equipes de fiscalização em campo. Os profissionais aprendem, do básico ao avançado, sobre como utilizar diversas ferramentas e bancos de dados para a fiscalização ambiental, incluindo o sistema de monitoramento por satélites Planet. A ferramenta monitora todo o território de Mato Grosso desde 2019, financiada pelo Programa REM Mato Grosso.

O curso ocorre anualmente para os profissionais da Polícia Militar de proteção ambiental por conta da renovação das equipes. A turma deste ano é composta por 13 alunos.

“Este processo é fundamental para a realização de um trabalho integrado e é resultado de uma estratégia que foi definida pelo Estado e instituições parceiras, Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental e Corpo de Bombeiros, para desenvolver métodos alinhados de combate às infrações contra a flora” conta a analista ambiental da Sema e instrutora do curso, Lauriene Evelyn de Castro.

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Ela ressalta que o curso ainda possibilita a integração entre os agentes públicos, melhora os processos, e aumenta o número de pessoas aptas para estarem em campo.

Após a capacitação, os policiais vão atuar principalmente no âmbito da fiscalização de combate às infrações contra o meio ambiente, que envolvem desmatamento e exploração florestal ilegal, em todo o estado.

Com supervisão de Lorena Bruschi.

Fonte: GOV MT

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TJMT concede essencialidade de maquinários agrícolas mesmo após término do período de blindagem 

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A Terceira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, através de julgamento unanime, decidiu que a proteção de bens essenciais à atividade rural pode subsistir, mesmo após o término do chamado stay period — período de suspensão das ações e atos de expropriação previsto na Lei de Recuperação Judicial.

O julgamento ocorreu no âmbito de um agravo de instrumento envolvendo empresa Martelli Agroindustrial, em recuperação judicial com dívidas declaradas de R$ 244 milhões, e tratou da possibilidade de constrição de maquinários agrícolas indispensáveis à produção da safra 2025/2026.

Ao reformar decisão de primeiro grau, o TJMT reconheceu que o encerramento do stay period não retira automaticamente a competência do juízo da recuperação judicial para analisar a essencialidade dos bens e decidir sobre medidas constritivas.

Na prática, o Tribunal entendeu que a competência do juízo recuperacional permanece até o encerramento formal do processo e os bens essenciais à atividade econômica não podem ser retirados quando isso comprometer a continuidade da atividade.

A decisão também suspendeu medidas de busca e apreensão sobre tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros equipamentos considerados fundamentais para a manutenção da produção agrícola.

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O processo foi conduzido pela banca de advogados do Grupo ERS, que analisam a medida como “um avanço no entendimento que a análise da essencialidade dos bens deve priorizar a preservação da atividade econômica e ainda, reforça o papel da Assembleia Geral de Credores como espaço para deliberação sobre medidas que impactam diretamente o sucesso da recuperação”, explica a advogada, Ranielly Chagas.

Além disso, o entendimento sinaliza que medidas de execução individual devem ser analisadas com cautela quando houver risco de inviabilizar a atividade produtiva, mesmo em situações envolvendo créditos extraconcursais.

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