Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Sema e Batalhão Ambiental aplicaram R$ 6,8 milhões em multas em operações contra garimpos clandestinos

Publicados

MATO GROSSO

O Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) aplicaram, em 2022, cerca de R$ 6,8 milhões em multas por exploração ilegal de ouro. Durante o ano foram realizadas 16 operações integradas para a desarticulação de garimpos clandestinos. 

A maioria das multas foi aplicada pelo Batalhão Ambiental (R$6,2 milhões), seguido da Coordenadoria de Unidades de Conservação da Sema (R$ 336 mil), da Coordenadoria de Fiscalização de Flora (R$ 273 mil) e pelas Diretorias Regionais da Sema (R$ 50 mil).

Durante o período foram apreendidos 22 tratores, 7 caminhões e um trator esteira, como medida imediata de frear a degradação ambiental e descapitalizar infratores. Conforme o comandante do Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental, Fagner Augusto do Nascimento, esta é uma das ações desenvolvidas pelo Batalhão para a salvaguarda dos recursos naturais, em parceria com o órgão estadual de meio ambiente.

“As fiscalizações são realizadas tanto por denúncias, por requisição do Ministério Público, e em atendimento a pontos de alerta de desmatamento, onde é verificada a supressão de vegetação e nos deparamos também com o garimpo ilegal. A Polícia Militar tem um papel importante pois além da capacidade técnica, temos o aparato de segurança necessário para garantir o cumprimento da Lei”, destaca. 

Leia Também:  Polícia Civil de MT cumpre mandado em operação do DF de combate à fraude eletrônica

Os alertas de desmatamento são emitidos pela Plataforma de Monitoramento da Cobertura Vegetal, que monitora todo o território estadual com imagens de alta resolução, com satélites Planet. A ferramenta foi adquirida pela Sema em 2019, com recursos internacionais do Programa REM Mato Grosso. 

“Essas ações têm sido bastante exitosas graças a integração dos órgãos, como a parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, tanto na logística necessária para o emprego do efetivo nesse tipo de atividade, quanto no insumo de informações necessárias”, avalia o comandante. 

O maior volume de multas foi aplicado na Amazônia (R$ 5,3 milhões), seguido do Cerrado (R$ 1,3 mi) e Pantanal (R$ 190 mil). Os municípios com mais ilegalidades identificadas no último ano são: Nova Guarita (R$ 1,8 milhão), Várzea Grande (R$ 1 milhão), Peixoto de Azevedo (R$ 885 mil), Juina (R$ 811 mil), Novo Mundo (R$ 723 mil) e Terra Nova do Norte (R$ 510 mil). 

Nos últimos quatro anos, o investimento na prevenção e combate ao desmatamento ilegal e incêndios florestais chegou a R$ 180 milhões, com 27 mil alertas de desmatamento atendidos, 1,2 milhões de hectares embargados e aplicou R$ 5,2 bilhões em multas ambientais aplicadas. 

Leia Também:  Motorista atropela quatro pessoas e foge sem prestar socorro em MT

Denuncie crimes ambientais

Quem se deparar com um crimes ambiental deve denunciar por meio dos contatos: da Polícia Militar (190), ouvidoria da Sema (0800 065 3838 ou WhatsApp  (65)99321-9997), por e-mail (ouvidoria@sema.mt.gov.br) ou pelo Aplicativo MT Cidadão.

Fonte: GOV MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

Publicados

em

Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

Leia Também:  “A segurança da população é prioridade neste Governo”, afirma primeira-dama de MT

Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

Leia Também:  Conselheiro destaca ações do TCE-MT em reunião técnica com Governo de Minas Gerais

Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA