MATO GROSSO
Sema lança 1º Plano de Bacias Hidrográficas de Mato Grosso durante Seminário
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) lançou o 1º Plano de Bacias Hidrográficas de Mato Grosso, durante a solenidade de abertura do 11º Seminário Estadual de Recursos Hídricos (Semiágua), na noite desta terça-feira (12/12), na Faculdade de Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Fatec/Senai-MT), em Cuiabá.
O Plano de Bacias das Unidades de Planejamento e Gerenciamento do Alto Paraguai Médio e Alto Paraguai Superior (UPGs P2P3) é um documento que contém o diagnóstico, prognóstico, plano de ações e manual operativo dos corpos hídricos, para a implementação da Política de Recursos Hídricos na região.
“Antes, o setor era apenas uma gerência vinculada ao licenciamento. Agora, a gestão de recursos hídricos conta com uma secretaria adjunta, uma superintendência, três coordenadorias e cinco gerências, além da publicação da nova Política Estadual de Recursos Hídricos e a criação do fundo”, conta Lazzaretti.
Mauren Lazzaretti afirma também que estes, e outros avanços, só foram possíveis pela dedicação dos servidores da Secretaria. Simbolicamente, foram homenageados todos os servidores no evento com a entrega de uma menção honrosa aos que completaram 25 anos de trabalho na gestão dos recursos hídricos.
Exposição Amigos das Águas
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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