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Sema-MT contrata consultoria para estudo de águas subterrâneas em Sorriso

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) abriu licitação para a contratação de uma consultoria para estudo hidrogeológico – que faz análise de águas subterrâneas quanto ao movimento, volume, distribuição e qualidade -, no município de Sorriso (418 km distante de Cuiabá). Empresas, cooperativas e consórcios interessados devem apresentar proposta no dia 6 de março de 2023, em sessão pública.

Serão investidos cerca de R$ 4,6 milhões no estudo, que servirá como subsídio para a gestão das águas subterrâneas na região do Aquífero Pareci com análises técnicas mais céleres, protegendo os aquíferos e evitando superexploração da água.

Conforme o coordenador de Controle de Recursos Hídricos da Sema, Nédio Carlos Pinheiro, este é um projeto piloto, que irá beneficiar inicialmente a região de Sorriso diante do variado uso da água subterrânea, tanto para abastecimento humano como para a agroindústria. Futuramente, estes estudos serão expandidos para toda dimensão do aquífero no estado.

“O estudo hidrogeológico consiste na avaliação hidrogeológica, qualitativa e quantitativa de uma determinada região, com o objetivo principal de entender a relação entre a demanda e a oferta de água subterrânea de um aquífero, realizando esse laudo através de estudos integrados”, explica.

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Esse trabalho vai auxiliar a Sema-MT na sua função de conceder a outorga, ou seja, autorizar o uso da água, por meio da Superintendência de Recursos Hídricos. Ele destaca ainda que a água subterrânea é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico do Estado. “É um bem estratégico e deve ser racionalmente explorado, de modo a assegurar sua disponibilidade e qualidade futura”.

A bacia do Parecis, na porção do centro-norte de Mato Grosso, abastece cerca de 831 mil habitantes, segundo o censo do IBGE de 2010. Praticamente, a totalidade destas famílias recebem água exclusivamente por água subterrânea.

Concorrência

A licitação ocorre na modalidade do tipo técnica e preço, com a empreitada por preço unitário. Para participar, a empresa deve comparecer no dia 6 de março de 2023 na sede da Sala de Licitações da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplag), em Cuiabá, com envelope com proposta e documentos exigidos no edital.

Não será admitida a participação de empresas inidôneas ou micro e pequenas empresas. Podem participar empresas, cooperativas, desde que apresentem modelo de gestão operacional adequado ao objeto desta licitação, com compartilhamento ou rodízio das atividades de coordenação e supervisão da execução dos serviços, e desde que os serviços contratados sejam executados obrigatoriamente pelos cooperados, vedando-se qualquer intermediação ou subcontratação.

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O edital da Concorrência Sema/MT Nº 001/2023 foi publicado no Diário Oficial que circulou no dia 13 de janeiro. O documento completo está disponível no site da Sema-MT e no Portal de Aquisições do Governo de Mato Grosso.

Serviço:

Concorrência Sema/MT Nº 001/2023

Recebimento dos envelopes: 06/03/2023 às 14h

Local da sessão pública: Sala de Licitação Presencial da SEPLAG/MT, Rua C, bloco III, Centro Político Administrativo, Cuiabá – MT.

Edital completo: https://aquisicoes.gestao.mt.gov.br/sgc/faces/pub/sgc/central/EditalPageList.jsp 

Fonte: GOV MT

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Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso

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A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.

De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.

Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.

Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.

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O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:

“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.

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