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Sema-MT lança edital para contratação de 29 analistas ambientais temporários

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) abriu processo seletivo para a contratação de 29 analistas de meio ambiente temporários, com salário de R$ 9.076,45, para atuar no município de Cuiabá. O edital foi publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (24.08).

O processo simplificado seleciona os candidatos para atender a necessidade temporária e de excepcional interesse público, enquanto o órgão ambiental conclui o levantamento e trâmites necessários para a realização de um concurso público para provimento efetivo.

O maior número de vagas é para a contratação de engenheiro florestal, que somam 13. Para advogado são 5 vagas; analista de sistemas, 3; engenheiro civil, 2, e uma para biólogo, arquiteto, contador, engenheiro agrônomo, sanitarista e eletricista. As vagas são para provimento imediato, e o cadastro de reserva poderá ter até 20 vezes o número de vagas de cada perfil.

As inscrições podem ser feitas entre os dias 31 de agosto e 17 de setembro de 2023, pelo site da banca organizadora do certame, o Instituto Selecom. Já o pedido de isenção de inscrição, deve ser realizado nos dias 29 e 30 de agosto de 2023.

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A seleção será feita em duas etapas. A primeira de caráter eliminatório vai verificar se o concorrente possui a formação exigida e está habilitado para a vaga escolhida. A segunda etapa terá avaliação de títulos e documentos que comprovem a experiência profissional, de caráter eliminatório e classificatório.

Os contratados atuarão principalmente nas análises do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e na gestão dos Recursos Florestais, no licenciamento e fiscalização de manejos florestais sustentáveis, e outros setores.

Serviço:
Sema-MT contrata 29 analistas ambientais com salário de R$ 9 mil
Inscrições: entre 31/08 e 17/09
Mais informações: www.selecon.org.br

Fonte: Governo MT – MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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