MATO GROSSO
Seminário debate gestão de políticas públicas esportivas nos municípios de MT
MATO GROSSO
Essa é a terceira edição do Seminário, que faz parte da Escola de Formação em Esporte e Lazer, um programa de qualificação gratuito promovido pela Secel, em parceria com a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).
A programação começa às 9h nessa terça-feira, com abertura oficial e, em seguida, mesa redonda sobre “Gestão de Esporte e Lazer nos Municípios”. Participam da atividade os professores Leandro Mazzei, da Universidade Estadual de Campinas Unicamp, e Ana Paula Maoski, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
A partir das 14h, o secretário da Secel, Jefferson Neves, se junta ao secretário municipal de Esporte e Lazer de Sorriso, Emílio Brandão Jr, para conduzir a mesa redonda “Políticas Esportivas no Brasil e em Mato Grosso”.
Às 16h, uma nova mesa irá discutir os “Indicadores de Gestão do Esporte nos Municípios de Mato Grosso”. A atividade terá a participação dos professores João Victor de Souza, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e Ana Paula Maoski, da UTFPR, ambos representando o Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva.
Na quarta-feira (19), às 8h, a programação é retomada com Grupos de Trabalho (GTs) sobre “Projetos e Ações Esportivas nos Municípios”. Para a ação, os participantes são divididos de acordo com as dez regiões esportivas de Mato Grosso. A plenária de apresentação dos projetos e ações será realizada ainda no fim da manhã.
Durante a tarde, a partir das 14h, haverá a mesa redonda “Gestão Pública para o Desenvolvimento Esportivo”, em que as informações serão debatidas pelo vice-presidente do Conselho Estadual do Desporto (Consed), Antonio de Figueiredo Neto, e o secretário de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania de Mato Grosso do Sul (MS), Marcelo Miranda.
A última mesa redonda acontece às 16h15, com o tema “Políticas e Gestão Esportiva nos Municípios”. O debate e a apresentação de conhecimentos terão como participantes a secretária de Esporte e Lazer de Volta Redonda (RJ), Rose Vilela, e o secretário municipal de Esporte, Lazer e Juventude de Curitiba (PR), Carlos Eduardo Pijak Jr.
“Nosso objetivo é apoiar os gestores municipais no desafio de tornar o esporte e o lazer possível para todos e todas em Mato Grosso”, ressalta o coordenador da Escola de Formação e professor da Unemat, Riller Reverdito.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.