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Sérgio critica proposta de VLT de Emanuel Pinheiro: ‘Não foi uma fala de compromisso, foi uma fala de oba-oba’

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, criticou o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) por insistir no projeto do VLT (Veículo Leve sob Trilhos) em Cuiabá. Esta semana o gestor usou o Instagram para publicar um vídeo em que o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, dizia que iria “investir forte” para tirar o VLT do papel.

“Eu vi a fala do ministro. Não foi uma fala de compromisso, foi uma fala de oba-oba ali em uma reunião. Vamos fazer de conta, vamos ajudar, mas eu não vi nada concreto. Cadê o dinheiro para fazer o VLT? Quem fez compromisso? Esse ano é ano político, eles querem fazer prefeito em Cuiabá. Então são promessas e mais promessas”, disse em entrevista à rádio CBN Cuiabá.

O conselheiro admitiu que para ele o VLT seria o modal de transporte “ideal” tanto para a Capital e Várzea Grande. No entanto, o conselheiro afirmou que a possibilidade, no momento, é apenas um sonho.

O projeto que Emanuel tenta viabilizar na Capital já não é mais viável, pois o traçado que havia sido proposto em 2014 já não funcionaria para a cidade de agora.

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“Vamos respeitar a população. Estamos há 10 anos esperando o VLT e nada aconteceu. O que a gente vê é briga, discussão e o povo sem um sistema de transporte decente. Chega de conversa fiada”, afirmou.

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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