MATO GROSSO
SES realiza roda de conversa sobre diagnóstico precoce da tuberculose
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) realiza, entre os dias 24 de março e 1º de abril, um webinário sobre tuberculose. O encontro virtual marca o Dia Mundial de Combate à doença, celebrado na quinta-feira (24.03). O objetivo é promover a capacitação de profissionais da saúde para melhorar o diagnóstico precoce, tratamento adequado e encerrar os casos em aberto no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
Os profissionais da saúde interessados em participar da capacitação podem fazer a inscrição neste link. A atividade será transmitida no canal do YouTube da Escola de Saúde Pública do Estado (ESP-MT). Após o curso, os inscritos receberão certificado de participação emitido pela ESP-MT.
O webinário faz parte das Ações de Vigilância e Cuidado em Saúde no Enfrentamento da Tuberculose da SES. As palestras contarão com as orientações do Laboratório Central de Mato Grosso (Lacen), Centro Estadual de Referência em Média e Alta Complexidade (Cermac), Ministério Público do Estado e da Assistência Social do município Cuiabá e do Ministério da Saúde. Entre os temas a serem discutidos estão tratamento preventivo da doença para adultos e crianças. Veja a programação completa em anexo.
Dados da doença
Dados estatísticos do Sinan apontam que em 2021 surgiram 1.091 novos casos da doença, com 30,9% de incidência, a maior que a do país que foi de 30,5%. O dado aponta que 31 municípios do Estado estão com 32,9% de incidência, acima da média estadual.
“Outros 32 municípios encontram-se silenciosos para o diagnóstico e notificação da tuberculose, o que sugere uma subnotificação”, alerta Lúcia Dias, técnica da área de tuberculose da SES-MT.
Para a equipe técnica, a pandemia contribuiu para essa baixa no diagnóstico da doença, aumento do abandono (13,0%) e também na cura (63,0%) e o óbito (1,8) da doença, devido ao isolamento social, ou sobrecarga das unidades básicas de saúde no atendimento da Covid-19. Os sintomas semelhantes ao do novo coronavírus, a tuberculose apresenta tosse, febre, emagrecimento e dor tórax, o que máscara o real diagnostico, caso não seja realizado o exame de escarro.
Caminhão da prevenção
Em dezembro de 2021, a SES-MT iniciou uma ação de prevenção com o serviço móvel de diagnóstico para tuberculose no sistema prisional, utilizando um caminhão equipado com consultório e equipamentos para consulta, exames e coletas de escarro para análise de laboratório e raios-X. O caminhão percorre as unidades prisionais do Estado, com uma equipe completa de profissionais da saúde: médico; técnico do programa Telessaúde, enfermeiro; radiologista, bioquímico e técnico de laboratório.
Até o momento, foram avaliados detentos dos presídios de Capão Grande e do presídio Ahamenon Lemos Dantas de Várzea Grande. A meta é avaliar mais de 11 mil presos, que é a população privada de liberdade prevista no Estado. Segundo Lúcia, essa população é considerada de risco por ter 28 vezes mais probabilidade de ter a tuberculose.
O serviço móvel de diagnóstico é piloto e poderá auxiliar a Saúde estadual no planejamento de ações de rastreio de unidades prisionais por ano.
MATO GROSSO
Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios
A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.
A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.
Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.
No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.
A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.
Barreiras
Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.
Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.
Sobre a pesquisa
O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.
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